Governo avalia concessões aeroportuárias sem Infraero, afirma ministro
Os aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) foram 100% concedidos a empresas privadas

O ministro dos Transportes, Portos e Aeroportos, Maurício Quintella, confirmou nesta quinta-feira (27/7) que o governo já avalia novas concessões de aeroportos, sem exigir a participação da Infraero como sócia dos empreendimentos.
O chefe da pasta não mencionou quais aeroportos serão concedidos. Porém, há informações de que as análises incluem a oferta do terminal de Cuiabá e os demais do Mato Grosso. O aeroporto de Recife e outros pernambucanos também seriam avaliados.

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Ver todas“Trocamos a ideologia pela aritmética. Retiramos a participação da Infraero, o que era uma decisão obrigatória”, contou Quintella “É preciso olhar para o futuro e continuar avançando. Estamos estudando novas concessões para o setor aeroportuário, com o modelo que deu certo, garantindo a sustentabilidade da Infraero.”
Em discurso durante cerimônia de assinatura dos contratos de concessões, no Palácio do Planalto, o ministro disse que, nesta sexta-feira (28), as empresas farão o pagamento da outorga inicial de R$ 1,46 bilhão, referente aos quatro aeroportos. Apesar das dificuldades fiscais do país, disse Quintella, o governo reservou um orçamento de R$ R$ 1 bilhão neste ano para investimentos públicos que serão feitos em aeroportos administrados pela Infraero.
As quatro concessões realizadas nesta etapa deverão receber investimentos totais de R$ 6,61 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão. No caso de Porto Alegre, o período é de 25 anos. A alemã Fraport está à frente dos terminais de Fortaleza e Porto Alegre. A francesa Vinci passou a ser dona do aeroporto de Salvador, enquanto a suíça Zurich vai cuidar do terminal de Florianópolis.
Os quatro aeroportos, cujos contratos serão assinados nesta sexta, respondem por 12% do mercado doméstico, disse Quintella, na cerimônia que ocorre no Palácio do Planalto.
Ele afirmou que o setor de aviação civil, importante para o país, sofreu muito com a crise econômica. Enquanto de 2005 a 2015 houve aumento de passageiros de 48 milhões para 120 milhões, mas no ano passado o fluxo caiu abaixo de 110 milhões. Um total de 65 aeronaves deixou de voar no Brasil. “Perdemos quase uma Avianca”, comparou. “Mas não nos abatemos.”
O governo tomou medidas para melhorar o ambiente macroeconômico e com isso foi possível “virar a página da recessão”, relatou. O setor, que havia registrado 19 meses consecutivos de queda no movimento, aponta crescimento desde março deste ano. No semestre, o crescimento já é de 0,5% sobre o primeiro semestre do ano passado.

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Ver todasCom isso, as concessões estavam “desequilibradas e com investimentos postergados.” Por isso, foi proposta a MP 779, que possibilita a repactuação dos contratos dos aeroportos.



