Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Governo anuncia programa de reforma agrária em meio à pressão do MST

No último final de semana, o MST anunciou ter ocupado novas propriedades. Enquanto isso, o governo lança programa de reforma agrária

15/04/2024 11:52, atualizado 15/04/2024 12:21
Manuela Hernandez/MST
Imagem colorida de protesto de integrantes do MST - Metrópoles

O governo federal lançará, nesta segunda-feira (15/4), o programa Terra da Gente, que promete agilizar a política de distribuição de terras da reforma agrária. A medida ocorre em meio à pressão do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que voltou a ocupar propriedades nos últimos dias.

A iniciativa será apresentada durante cerimônia no Palácio do Planalto, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do presidente do Incra, César Aldrighi.

O programa cria prateleiras de terras, ou seja, conjuntos de áreas que podem ser disponibilizadas para o assentamento de famílias de agricultores. A estimativa do governo é que 295 mil famílias sejam atendidas até 2026.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Em paralelo, movimentos sociais pressionam pelo avanço da política agrária no país. No último final de semana, o MST informou ter ocupado propriedades improdutivas em Campinas (SP), Crateús (CE), Parauapebas (PA) e Campos dos Goytacazes (RJ).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A movimentação faz parte das ações do Abril Vermelho, dedicado às mobilizações pela ampliação do acesso a terra. O mês relembra o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, quando uma ação da Polícia Militar deixou 21 trabalhadores rurais mortos enquanto protestavam pela reforma agrária.

As “prateleiras” compreendem terras nas seguintes situações:

  • já adquiridas;
  • em aquisição,
  • passíveis de adjudicação por dívidas com a União;
  • imóveis improdutivos;
  • imóveis de bancos e empresas públicas;
  • áreas de ilícitos;
  • terras públicas federais;
  • terras doadas e
  • imóveis estaduais que podem ser usados como pagamento de dívidas com a União.