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Brasil

PI, CE e BA enviarão policiais para ajudar a conter violência no DF

Vândalos bolsonaristas invadiram Congresso, Planalto e STF. Governadores repudiaram invasões e combinaram apoio com policiais

08/01/2023 19:14, atualizado 08/01/2023 19:54
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Ronaldo Caiado discursa para apoiadores na Praça Tamandaré, em Goiânia

Após os protestos violentos promovidos por bolsonaristas neste domingo (8/1) em Brasília, alguns estados já se prontificaram a enviar efetivos policiais para o Distrito Federal, agora sob intervenção do governo federal na área de segurança pública. É o caso de Piauí, Bahia e Ceará.

Manifestantes contrários ao resultado das eleições e que defendem uma intervenção militar no país invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e a sede do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ida de integrantes da Polícia Militar foi discutida diretamente entre os governadores e a equipe do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula decretou intervenção federal na segurança pública do DF.

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Mais detalhes como o horário de chegada do reforço e o quantitativo de policiais ainda serão divulgados.

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Inicialmente, a assessoria do governo de Goiás informou que o estado iria enviar um quantitativo de policiais, mas a informação foi corrigida pela assessoria.

Apoio militar

Também decorrência dos atos de vandalismos em Brasília, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), declarou, também, que irá encaminhar apoio militar para conter as manifestações bolsonaristas.

Em sua conta nas redes sociais, Fonteles declarou que irá enviar para Brasília “homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Piauí para ajudar o governo federal”.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), irá enviar 70 policiais militares para auxiliar na segurança de Brasília para o restabelecimento da ordem. O governante declarou que o envio ocorreu após pedido feito pelo governo federal.

Em tom de repúdio às manifestações dos bolsonaristas em Brasília, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), colocou à disposição as forças de seguranças bainas para auxiliar na garantia do estado democrático de direito em Brasília.

Em nota, o governador de Goiás, Roanaldo Caiado (União Brasil), chamou o ato deste domingo de “tentativa da barbárie se sobrepor às instituições democráticas”.

“É importante repetir: não existe a mínima justificativa para estes atos antidemocráticos. Não podem ser considerados patriotas aqueles que atentam contra o estado democrático de direito e se voltam contra sua própria Nação”, escreveu Caiado.