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Brasil

Goiás já tem mais de 400 casos confirmados da síndrome mão-pé-boca

Segundo a SES-GO, em 10 dias, casos cresceram mais de 70%. Síndrome é mais comum em crianças de até 5 anos

Repórter de Brasil24/05/2023 09:23, atualizado 24/05/2023 09:25
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Getty Images
Criança com doença doença mão-pé-boca (HFMD)

Goiânia – De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), o número de casos confirmados da síndrome mão-pé-boca saltou de 253 para 435 em dez dias, o que representa um aumento de 72%. Segundo a pasta, já foram registrados 65 surtos pela doença em território goiano.

O Ministério da Saúde classifica a doença mão-pé-boca como uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus, que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca).

Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

Sintomas e tratamento

São sintomas da doença: febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas; erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital; mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia; e, por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

Já o tratamento se dá apenas na amenização dos sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. Ainda não há vacina para a mão-pé-boca.

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