GO: homem morto por atropelamento proposital é 2º caso em 10 dias

Paulo ia para final de semana em chácara de amigo. Bárbara se divertia com amigos em bar. Os dois morreram após atropelamento proposital

atualizado 02/05/2022 20:38

atropelado de proposito barbara paulo rezio caldas novas goias (2)Reprodução/Redes sociais

Goiânia – O comerciante Paulo Rezio, de 53 anos, atravessava a rua até o carro de um amigo, carregando uma sacola com compras, na tarde da última sexta-feira (29/4), em Caldas Novas, cidade turística de Goiás. Foi, então, atropelado propositalmente pelo autônomo Fernando Lima Borges, de 33 anos, que dirigia um HB20 em alta velocidade, na companhia da esposa grávida, do filho pequeno e dos pais.

Trata-se do segundo caso de atropelamento proposital com morte em um intervalo de 10 dias no estado. No dia 20 de abril, a empresária Murielly Alves, de 27 anos, atropelou um casal de mulheres em uma distribuidora de bebidas na capital goiana. Bárbara Angélica, de 30, morreu no local.

Veja momento em que Paulo foi atingido:

Na hora do acidente, Paulo tinha acabado de fazer compras com um amigo, que esperava por ele em um carro. O objetivo das compras no supermercado em Caldas era passar o final de semana na chácara desse amigo, na beira do Lago Corumbá. Paulo morava em Goiânia, onde foi enterrado. O comerciante morreu no local. O amigo dele mexia no celular e só ouviu o forte barulho. Quando saiu do carro, viu o amigo agonizando e expelindo sangue.

Motivo fútil

Uma atendente do supermercado relatou para a Polícia Militar que momentos antes do atropelamento proposital, Paulo e Fernando tiveram uma discussão na fila do caixa, porque o cartão do comerciante teria demorado a passar, causando demora no atendimento.

Já a esposa do autônomo Fernando Lima, disse que Paulo a teria assediado. O comerciante teria dito que ela era linda, que deveria largar o marido. Daí, disse ela, quando o esposo foi tirar satisfação, a vítima teria feito ameaças, dizendo que iria matá-lo e que tinha uma arma no veículo.

No entanto, a esposa de Fernando disse que não se lembra do momento do atropelamento. Ela disse que ficou muito nervosa, passou mal e acabou desmaiando.

Chama atenção que no momento do atropelamento, a esposa grávida estava com um filho criança no colo sentada no banco do passageiro da frente. A família estava a caminho de Caldas Novas para passar o final de semana.

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Prisão

Fernando foi preso por uma equipe da PM alguns horas depois do crime em um posto de gasolina entre os municípios de Professor Jamil e Hidrolândia. Ele fugiu do local após o atropelamento e escondeu o carro batido em uma comunidade cigana na Lagoa Quente. Em seguida, ele fugiu com outro carro. O autônomo e a família moram em Trindade.

Em seu interrogatório, Fernando Lima disse que está arrependido de cometer o crime e disse que não conhecia a vítima. Ele não confirmou a versão da esposa, nem da funcionária do supermercado. Na presença de um advogado, reservou o direito constitucional de permanecer em silêncio e falar somente em juízo.

A prisão em flagrante do autônomo foi revertida em preventiva durante audiência de custódia neste domingo (1º/5). Já o caso da empresária que matou uma mulher atropelada propositalmente foi concluído e remetido ao judiciário. Ela foi indiciada por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por impossibilitar a defesa da vítima.

Procurado pelo Metrópoles, o advogado de Fernando Lima, Arlindo Cardoso, informou que a defesa só vai se pronunciar no final do inquérito.

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