GO: pedreiro ateou fogo e enterrou corpo de menina em quintal

Segundo a polícia, homem ainda cimentou o local, o que atrapalhou busca com cães farejadores. Menina sumiu depois de ir a padaria em Goiânia

atualizado 29/11/2022 15:02

Local em que Reidimar enterrou corpo de Luana em Goiania - Metrópoles Reprodução

Goiânia – O ajudante de pedreiro Reidimar Silva, de 31 anos, suspeito de matar a menina Luana Marcelo Alves, de 12 anos, ateou fogo, enterrou o corpo da garota e cimentou o local após o crime. De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), isso atrapalhou a busca com cães farejadores.

O corpo de Luana foi encontrado na manhã desta terça-feira (29/11), enterrado na casa do suspeito, que era vizinho dela. A menina estava desaparecida desde a manhã de domingo (27/11), quando saiu para comprar pão a cerca de 400 metros de casa, no Setor Madre Germana 2, na capital goiana. Em vídeo, o homem confessou o crime, veja:

 

O homem, que já havia sido ouvido nessa segunda-feira (28/11), suspeito de envolvimento no caso, foi preso nesta terça (29), após confessar que matou a menina estrangulada. De acordo com a delegada Caroline Borges, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, Reidimar também tentou estuprar a adolescente, mas ela se debateu e, por isso, ele resolveu matá-la.

Durante coletiva de imprensa, a investigadora relatou que a apuração do caso foi complexa, uma vez que não houve testemunhas. Pelas imagens de câmeras de segurança, contudo, foi possível ver o veículo em que o suspeito estava quando a menina foi até a padaria e retornava para casa, o que permitiu um ponto de partida para a investigação. Dessa forma, a polícia conseguiu chegar até ele.

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Abordagem

O ajudante de pedreiro abordou Luana enquanto ela caminhava até o mercado. Para conseguir sequestrar a menina, ele disse que tinha uma dívida com os pais dela e que ia até a casa deles pagar.

Reidimar e os pais de Luana se conheciam, pois eles eram proprietários de uma distribuidora de bebidas que o suspeito frequentava.

“Ela entrou no veículo justamente porque ele usou do argumento que precisava repassar um dinheiro para a mãe. No entanto, ele a levou até a residência dele”, afirmou a delegada.

 

Prisão

Os policiais chegaram até Reidimar após investigação. O carro dele é visto estacionado próximo do local em que Luana foi vista com vida pela última vez, em imagens de câmeras de monitoramento.

Além disso, essas imagens de câmeras passaram por um tratamento em que foi possível localizar o suspeito passando pela região.

Uma equipe de policiais foi até a casa do ajudante de pedreiro cumprir um mandado de prisão nesta terça. O homem então confessou o crime e mostrou onde o corpo estava enterrado.

Ele vai responder por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. A delegada disse que ele tinha antecedentes criminais por crimes semelhantes, mas não detalhou quais eram.

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