GO: bebê é resgatado após situação de abandono e adoção ilegal

Mãe do bebê teria se arrependido da ação e teria passado a ameaçar o casal que havia ficado com o recém-nascido

atualizado

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1 de 1 imagem colorida bebe adoção ilegal goiania - Foto: Reprodução/Redes sociais

Goiânia – Um recém-nascido de apenas 17 dias foi resgatado pelo Conselho Tutelar da região norte da capital goiana, após ser alvo de um esquema irregular de adoção. Segundo o conselheiro Rondinelly Ná, o próprio casal que adotou a criança registrou um boletim de ocorrência após ser ameaçado pela mãe biológica da criança, que se arrependeu de entregar o bebê.

O caso aconteceu na terça-feira (25/11). Segundo o conselheiro, existe indícios de que o casal tenha ajudado a mãe da criança financeiramente, inclusive com exames médicos, alimentação e até custeando o parto em um hospital particular.

“Neste momento, o bebê já está seguro em uma instituição de acolhimento, recebendo todo o cuidado e carinho necessários, enquanto os trâmites legais para garantir seu direito a uma família através da via correta”, escreveu ele nas redes sociais.


Mãe arrependida

  • De acordo com o conselheiro, após entregar a criança, a mãe teria se arrependido da ação e passou a ameação o casal que adotou o bebê de forma ilegal.
  • A mulher teria dito que denunciaria a família por sequestro. Ela chegou a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente (DPCA) de Goiânia.
  • Em resposta, o casal adotante foi até à Central de Flagrantes e registrou outro boletim, alegando negligência por parte da mãe.
  • O caso é investigado pela DPCA.

Adoção irregular

Rondinelly destaca que a forma como a adoção foi conduzida e com a ajuda financeira pode ser considerada adoção dirigida, que pode ser considerado crime no Brasil.

“Nós conselheiros tutelares da região norte de Goiânia-GO realizamos o acolhimento de um recém-nascido, vítima de uma triste situação de abandono e adoção dirigida (também conhecida como entrega irregular)”, disse ele.

Segundo o conselheiro, o caso chegou ao órgão com fortes indícios de irregularidade na adoção, por isso a decisão foi de acolher o bebê. Rondinelly destacou que o caso segue para o Juizado da Infância e Juventude, que vai analisar a situação para decidir se a criança voltará para a mãe ou adoção.

“É fundamental lembrar: a entrega de uma criança para adoção deve sempre ser feita de forma legal e segura, através da Vara da Infância e Juventude e do Cadastro Nacional de Adoção. Isso protege a criança, a mãe biológica e as futuras famílias”, ressaltou.

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