Gleisi Hoffmann sai em defesa de Marina e denuncia “rotina de ataques”

Durante audiência na Câmara dos Deputados, parlamentares afirmaram que Marina Silva é “adestrada” pela esquerda e “mal-educada”

atualizado

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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1 de 1 marina silva mma - Metrópoles - Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez publicação nas redes sociais em defeda da ministra Marina Silva, após ela sofrer novos ataques no Congresso Nacional. A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática participou, nessa quarta-feira (2/7), de audiência na Câmara dos Deputados e disse ter sido vítima de machismo.

“Minha solidariedade à ministra Marina Silva, que voltou a ser agredida ontem na Comissão de Agricultura da Câmara, numa rotina de ataques que ofende a todos que trabalham pela preservação do meio ambiente e dos nossos biomas”, escreveu Gleisi em publicação no X, nesta quinta-feira (3/7).

Durante mais de sete horas, Marina Silva respondeu perguntas em tom duro e foi alvo de ataques em audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Na ocsasião, Evair Vieira de Melo (PP-ES) disse que a ministra tem “comportamento de adestrada” e é “mal-educada”, enquanto o deputado Zé Trovão (PL-SC) afirmou que Marina seria “uma vergonha como ministra”.

Ataques recorrentes

Os deputados repetiram a atitude de senadores em episódio com repercussão negativa para o Congresso. Em maio deste ano, a ministra se retirou de audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal após bate-boca e por se sentir desrespeitada por parlamentares.

Marina se retirou após provocação do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que disse que ela, como mulher, merece respeito, mas que, como ministra, não. “Ao olhar para a senhora, eu estou vendo uma ministra, e não estou falando com uma mulher”, atacou.

“Por que o senhor não me respeita como ministra? O senhor que disse que queria me enforcar”, questionou Marina Silva.

O episódio citado pela ministra do Meio Ambiente ocorreu em março deste ano. Na ocasião, durante evento no Amazonas, Plínio Valério disse: “A Marina esteve na CPI das ONGs por seis horas e dez minutos. Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse à época.

Momentos antes, a ministra também teve um momento de  tensão com o presidente da Comissão de Infraestrutura, Marcos Rogério (PL-RO), que disse para ela “se colocar no seu lugar”.

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