Gleisi encontra Motta, contém crise e pede votação do devedor contumaz

Articuladora política de Lula esteve com o presidente da Câmara e ainda pediu para pautar PEC da Segurança e corte em incentivos fiscais

atualizado

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1 de 1 Gleisi-Hugo-Motta (1) - Foto: Gil Ferreira/SRI

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, encontrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na noite dessa quarta-feira (26/11) e começou a estancar a crise entre o Planalto e o deputado. Na conversa de reaproximação, a articuladora política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a votação de três projetos, além de encaminhar a discussão sobre o Orçamento.

As propostas prioritárias apresentadas por Gleisi a Motta para este final de ano são: o projeto que reduz gradualmente os benefícios tributários, financeiros e creditícios; o endurecimento das regras contra o chamado “devedor contumaz”; e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reformula a área da Segurança Pública, uma das apostas do governo para alavancar sua avaliação pública.

Segundo interlocutores, Gleisi reforçou a Motta que o governo considerou desrespeitosa a sua condução acerca do PL Antifacção. A proposta foi enviada para o Planalto, mas o presidente da Câmara entregou a relatoria para Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O deputado desfigurou o texto, levando a base governista a votar contra o próprio projeto.

Motta afirmou que a entrega da relatoria para Derrite não foi provocação. Com as insatisfações postas por ambos, a conversa seguiu para questões práticas, o que foi entendido como um sinal de que o episódio de fato arranhou a relação, mas que o diálogo entre as cúpulas do Planalto e Câmara não está rompido.

Briga e reaproximação

O encontro de Gleisi com Motta aconteceu no mesmo dia em que a ministra teceu elogios ao presidente da Câmara, ignorando sua ausência na sanção do projeto de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O gesto sinalizou vontade de não escalar a crise na relação.

Nos dias que antecederam o encontro, Motta e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), trocaram farpas públicas. O petista não aceitou a postura no PL Antifacção, e o presidente da Câmara avisou que não queria mais contato com o colega.

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