Glauber se manifesta após ser retirado à força do plenário da Câmara. Vídeo
Glauber Braga, do PSol, enfrenta processo de cassação do mandato e fez um protesto no plenário da Câmara até ser retirado
atualizado
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O deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) disse, depois de ser retirado à força do plenário da Câmara dos Deputados, que nunca viu “cortarem a TV Câmara para as pessoas não saberem o que está acontecendo no plenário”. Protestando contra o processo que deve cassar seu mandato por quebra de decoro, Glauber fez um protesto ocupando a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), até ser retirado por policiais legislativos por ordem do comando da Câmara. Veja:
O psolista ocupou a cadeira da presidência da Câmara horas depois de Motta ter determinado que a sua cassação será votada. Glauber Braga comparou o tratamento que recebeu da Polícia Legislativa ao que foi dado aos deputados que se amotinaram em protesto pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não ouvi falar de cortarem a TV Câmara para as pessoas não saberem o que está acontecendo no plenário. Só pedi ao Motta para ter 1% do tratamento comigo com aqueles que sequestraram a mesa diretora da Câmara”, disse, referindo-se ao motim bolsonarista de meses atrás.
Glauber Braga é alvo de um processo de perda de mandato por ter tirado um militante do MBL aos chutes da Câmara dos Deputados em 2024. O socialista acusa o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) de ser o principal fiador da cassação, devido às críticas recorrentes que Glauber fez a Lira.
“Queria ter uma fala preparada para esse momento, mas, até o último momento, não vou estar lutando pelo meu mandato, mas para que eles não firam a democracia”, disse a jornalistas, que também foram impedidos pela polícia de permanecer no plenário.
