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O ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes (foto), preso em abril de 2017 durante desdobramento da Operação Lava Jato, deixou a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, na tarde desta quinta-feira (8/2). Por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Côrtes foi beneficiado com uma extensão do habeas corpus dado em dezembro ao empresário do setor de saúde Miguel Iskin.

Segundo o magistrado, os argumentos considerados para a prisão preventiva de Sérgio Côrtes “se revelam inidôneos”. O ministro substituiu a prisão por medidas restritivas: o ex-secretário de Saúde não pode manter contato com os outros investigados, está proibido de deixar o país e terá de cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana.

Ao serem presos, Sérgio Côrtes e Miguel Iskin foram indiciados, com o também empresário Gustavo Estellita, por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação investigou fraudes em licitações no fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), esquema que teria movimentado cerca de R$ 16 milhões.

Em novembro do ano passado, Côrtes disse que usou recursos de Iskin para financiar as campanhas do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), e de Pedro Paulo (MDB), candidato à prefeitura fluminense.

 

 

 

 

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