Garimpeiros armados assediam servidores da Funai no Vale do Javari

Denúncia da Unijava relata a presença de dois garimpeiros em uma das bases de proteção da Funai na terra indígena

atualizado 19/07/2022 11:03

Garimpo no Vale do Javari Divulgação/ Unijava

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava) denuncia que garimpeiros armados assediaram servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) na terra indígena Vale do Javari, onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados há cerca de 40 dias.

Dois homens armados teriam indo à Base de Proteção Etnoambiental (Bape) da Funai, no rio Jandiatuba, e perguntaram quantos funcionários trabalhavam no local. A intenção deles, segundo nota da Unijava, era assediar os servidores.

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“Uma das principais atribuições dos servidores da Funai na Base Jandiatuba é a proteção da terra indígena para assegurar a integridade física e territorial dos grupos indígenas isolados que vivem nos rios Jandiatuba e Jutaí”, explica a associação. A Unijava também denunciou que autoridades brasileiras ainda não se conscientizaram sobre as seguidas invasões no Vale do Javari, mesmo após a morte de Dom Phillips e Bruno Pereira.

Em rede social, a Unijava divulgou ainda registros da presença de garimpeiros no rio Jandiatuba.

Entre 24 de fevereiro e 18 de março deste ano, foram identificadas 19 balsas de garimpo em atividade no local, com “movimentação logística saindo do município de São Paulo de Olivença (AM), e pontos de retirada de madeira para a construção das balsas próximos da localidade dos indígenas isolados”.

As pessoas que operavam essas balsas portavam armas de fogo calibre 16 e 12, segundo o relatório da Unijava.

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