Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Operação policial na Fiocruz acaba com vigilante da instituição preso

A mulher foi ferida por estilhaços após um tiro acertar o vidro. Vigilante foi preso em flagrante suspeito de ajudar na fuga de traficantes

08/01/2025 15:18, atualizado 08/01/2025 15:31
Reprodução/Redes Sociais
Imagem colorida, vidro quebrado e policial em confronto - Metrópoles

Uma funcionária da Fundação Oswaldo Cruz foi ferida dentro das instalações da instituição durante uma operação policial em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, que resultou em quatro mortos em confronto nesta quarta-feira (8/1). A operação teve como alvo criminosos que estariam fugindo da área, e um vigilante foi preso durante a ação.

De acordo com a Fiocruz, a mulher foi atingida por estilhaços após um tiro atingir o vidro da sala de automação do Instituto de Tecnologias em Imunobiológicos [Bio-Manguinhos], a fábrica de vacinas da instituição. Ela recebeu atendimento médico e passa bem.

“Um projétil atingiu o vidro da sala de Automação, de Bio-Manguinhos, fábrica de vacinas da Fiocruz, e uma trabalhadora recebeu atendimento médico por conta dos estilhaços”, informou a nota oficial.

Ainda segundo a Fundação, o vigilante, que estava realizando a desocupação e interdição da área como medida de segurança no momento da incursão policial, foi acusado de auxiliar na fuga de supostos criminosos.

“Um supervisor da empresa que presta serviços para a Gestão de Vigilância e Segurança Patrimonial da Fiocruz foi levado pelos policiais de forma arbitrária para a delegacia, algemado”, afirmou a Fiocruz.

A Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante do vigilante, alegando que ele estava ajudando traficantes a fugir da comunidade. A Fiocruz contestou, afirmando que o preso era um vigilante do complexo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A instituição também denunciou que a ação da Polícia Civil ocorreu de forma arbitrária, sem a devida autorização ou comunicação com a Fiocruz, colocando em risco trabalhadores e alunos. Durante o confronto, a Avenida Leopoldo Bulhões foi interditada, conforme informou a Prefeitura do Rio.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Entenda o caso

Uma operação da Polícia Civil, que visava combater roubos e receptação de cargas, resultou em um tiroteio dentro da Fundação Oswaldo Cruz. Quatro suspeitos foram mortos durante o confronto.

Agentes entraram na instituição em busca de criminosos que teriam fugido da área. Uma funcionária ficou ferida dentro das instalações da empresa enquanto ocorria uma operação policial na região. Um vigilante foi preso em flagrante suspeito de auxiliar na fuga de criminosos.

Segundo as autoridades, a ação envolveu policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), da 21ª DP (Bonsucesso) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Durante as diligências, criminosos da região teriam atirado, o que resultou no confronto.