Lula cobrou Lulinha sobre fraudes no INSS: “Só você sabe a verdade”. Veja vídeo
Em entrevista nesta quinta-feira (5/2), Lula afirmou que Lulinha terá de “pagar o preço” se tiver envolvimento com as Fraudes do INSS
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5/2), que conversou com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre o suposto envolvimento de seu nome com investigados pelas fraudes no INSS, como o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Veja:
“Quando saiu o nome do meu filho, eu o chamei. Eu falo isso com todo mundo, olhei no olho do meu filho e falei: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda”, disse Lula, em entrevista ao portal Uol.
O filho do mandatário foi citado por testemunhas à Polícia Federal (PF) nas investigações que apuram os desvios milionários de previdenciários e pensionistas do INSS, como mostrou o Metrópoles, na coluna Tácio Lorran.
Lula afirmou ainda que alertou ao filho que a Polícia Federal “não está a serviço do presidente da República”. “É uma instituição do Estado brasileiro e tem que ter autonomia de verdade”, disse.
CPMI quer ouvir Lulinha
A CPMI do INSS retomou os trabalhos na manhã desta quinta, com a oposição pressionando pelo avanço das investigações sobre a suposta conexão entre filho do presidente e o Careca do INSS. Parlamentares contrários ao governo tentaram votar a convocação de Lulinha, mas acabaram frustrados.
Em entrevista ao Metrópoles, o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que pretende insistir na convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na Comissão.
Para Viana, o depoimento tem tudo para ser um dos “mais importantes” do colegiado e poderá “esclarecer” as ramificações de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, no governo federal.
Testemunha afirma que o Careca, apontado como principal operador das fraudes no instituto, citava Lulinha, ao tratar com fornecedores e parceiros comerciais. A testemunha também disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que o empresário pagava uma mesada de R$ 300 mil ao filho do presidente.
