Fragmentos de bala são achados no corpo de uma das primas mortas no Rio

Material será encaminhado para a perícia e, com ela, espera-se definir o tipo de projétil que atingiu Emily, de 4 anos, e Rebeca, de 7

atualizado 09/12/2020 15:22

Emily Victória à esquerda e Rebeca Beatriz à direita. Primas foram baleadas na porta de casa.Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou fragmentos de bala no corpo de uma das meninas mortas na porta de casa, em Duque de Caxias. O material será encaminhado para a perícia e, com ela, espera-se definir o tipo de projetil que atingiu as crianças. As armas dos Policiais Militares – cinco fuzis e cinco pistolas haviam sido apreendidas para exame de confronto balístico.

Emily Victoria, de 4 anos, e Rebeca, de 7, foram mortas na última sexta-feira (4/12) enquanto brincavam na calçada de casa. Uma foi atingida no abdômen, enquanto a outra foi atingida na cabeça pelo mesmo projétil.

Rodrigo Mondego, advogado da família, afirmou que testemunhas e a posição dos policiais no momento que as duas meninas foram atingidas podem ajudar a esclarecer o caso.

“Com esse fragmento dá para saber qual tipo de arma usada. Pelo impacto na criança, há suspeita de que seja um tiro de fuzil. A posição dos policiais é uma pista importante para confirmar o caminho do tiro. Um problema é que não houve perícia de local. A polícia poderia ter encontrado outros fragmentos de bala, já que testemunhas ouviram de 4 a 6 tiros na região”, disse o advogado ao portal Uol.

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Depoimentos

Segundo a PC informou, os agentes que estavam no local já prestaram depoimento sobre o caso. Já a PM informou que a guarnição negou ter efetuado disparos.

Lídia da Silva Moreira Santos, avó de Rebeca e tia de Emily, negou a versão da polícia militar e disse que viu os policiais atirarem da viatura em direção à rua. Ela afirma também que não houve confronto com criminosos da região.

“É revoltante ver a PM [Polícia Militar] falar que eles não atiraram. Se fosse bandido, eu afirmaria o que houve. A polícia parou e atirou. Quem tinha que proteger, matou. Eu sei o que eu vi. Geralmente na minha rua, que é principal, não acontece essas coisas. Se tivesse tiro, não deixariam elas na rua. Estamos ansiosos por Justiça”, disse Lídia à reportagem.

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