Fórum Esfera em Belém discute futuro sustentável às vésperas da COP30

Fórum Esfera em Belém reúne autoridades para debater desmatamento, transição energética e descarbonização na Amazônia, às vésperas da COP30

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Belém, capital do Pará, se torna o centro do debate sobre sustentabilidade no Brasil. Nesta sexta-feira (10/10), o Theatro da Paz — um dos principais símbolos culturais do Norte — recebe a terceira edição do Fórum Esfera Internacional. O encontro deve antecipar as discussões da COP30 e busca traçar os caminhos da transição energética, da descarbonização e do combate ao desmatamento, temas que estarão no foco da conferência mundial em novembro, também na capital paraense.

Realizado em um dos principais monumentos históricos da cultura nortista, o encontro é carregado de simbolismo: traz a discussão climática para o bioma que regula o clima global.

Com o objetivo de colocar a Amazônia no centro das conversas internacionais, o Fórum promovido pela Esfera Brasil, utiliza a região como seu próprio palco, estimulando parcerias e alinhando as prioridades nacionais aos compromissos globais.

A CEO da Esfera Brasil, Camila Dantas, classificou o Fórum Esfera como um espaço estratégico de debate às vésperas da COP-30. Segundo ela, o encontro em Belém pretende antecipar discussões que serão levadas à conferência climática de 2025, reunindo autoridades e representantes do setor privado para articular ações concretas de desenvolvimento sustentável.

“Queremos mostrar que é essencial colocar esfera pública e privada à mesa, de forma integrada, para viabilizar a agenda sustentável e desenvolvimentista do país”, afirmou Dantas.

Acompanhe o evento:

Três Poderes em prol de um futuro sustentável

O fórum reunirá representantes dos Três Poderes, de governos estaduais e de agências reguladoras, além de lideranças do terceiro setor.

Entre os confirmados estão os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Celso Sabino (Turismo) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União), além dos governadores Helder Barbalho (PA), Mauro Mendes (MT) e Clécio Luís (AP).

Também participam o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o cofundador da CUFA, Preto Zezé, e representantes do setor produtivo, como Rachel Maia (Vale) e Vander Maia (CNT).

Um dos pontos altos do encontro será o painel sobre sustentabilidade e papel das agências reguladoras, com a presença de Veronica Sánchez (ANA), Tiago Faierstein (ANAC), Guilherme Theo Sampaio (ANTT), Frederico Dias (ANTAQ) e Sandoval Feitosa (ANEEL).

Trilema da sustentabilidade regional

O estudo feito pela Esfera Brasil, sobre Arco do Desmatamento, que será lançado durante o evento, aponta para o “trilema da sustentabilidade regional”, com a necessidade de conciliar objetivos econômicos, sociais e ambientais no planejamento territorial.

A região concentra riscos, como o avanço das queimadas — 77% dos focos da Amazônia Legal em 2022 estavam no Arco —, mas também oportunidades para alinhar desenvolvimento rural e conservação, consolidando o Brasil como liderança em sustentabilidade agropecuária.

O levantamento detalha a dimensão da degradação: o Arco do Desmatamento concentra mais de 19 milhões de hectares alterados — o dobro do Reino Unido.

Entre 1988 e 2023, a Amazônia perdeu 20% de sua cobertura original. Apesar disso, o estudo ressalta o potencial inexplorado do país, que preserva 65% de sua vegetação primária e abriga vasta biodiversidade com mais de 119 mil espécies de fauna.

De acordo com Fernando Meneguin, diretor acadêmico do Instituto Esfera, o desafio é conciliar economia, sociedade e meio ambiente sem comprometer nenhum dos três pilares.

“Houve períodos em que o agronegócio avançou em detrimento do ambiental. Hoje, o Brasil já demonstra que é possível crescer sem ampliar o desmatamento. A sustentabilidade deve gerar renda para as comunidades locais e reduzir desigualdades”, afirmou.

Mais do que um simpósio técnico, o Fórum Esfera quer traduzir o debate sobre o clima em propostas práticas e executáveis. Os eixos centrais — transição energética, preservação da Amazônia e governança regulatória — dialogam com o desafio de conciliar crescimento econômico e preservação.

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