Forças Armadas garantirão resultado das urnas, diz ministro da Defesa
Segundo ele, cerca de 30 mil homens farão a segurança, em pelo menos 14 estados. Contingente é o mesmo do pleito de 2014
atualizado
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O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, declarou nesta sexta-feira (21/9) que nove estados já pediram ajuda das Forças Armadas para a segurança nas eleições de 2018. Segundo o ministro, a previsão de sua pasta é que o número de pedidos possa chegar a 13 ou 14. Ele afirmou que todas as solicitações serão atendidas.
Luna participou da 15º Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, e disse que um contingente de até 30 mil militares pode ser empregado para garantir a segurança durante o deslocamento de eleitores e de urnas eletrônicas. “Estamos trabalhando para que a eleição transcorra em clima de normalidade e para que as pessoas possam se deslocar para o local de votação”, ressaltou.
De acordo com o ministro, as Forças Armadas não têm que aceitar ou não aceitar o resultado da eleição, mas apenas garantir que as instituições funcionem. Ele destacou que “a Bíblia das Forças Armadas é a Constituição Federal” e descartou risco de os militares não reconhecerem o resultado do pleito.
Não há risco nenhum de as Forças Armadas quererem aceitar ou deixar de aceitar aquilo que é legal ou institucional… Tem mais é que garantir as instituições funcionando normalmente e, quando solicitadas, garantir a lei e a ordem
General Joaquim Silva e Luna, ministro da Defesa
Estabilidade
O ministro respondeu a jornalistas sobre uma declaração dada pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, Villas Boas afirmou que o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) contribui para criar dificuldades para que o novo governo tenha estabilidade e pode gerar até questionamentos à legitimidade da eleição após a divulgação do resultado.
Segundo Luna e Silva, a fala foi conciliatória e expressa a preocupação de todos os brasileiros de que a a eleição deve transcorrer em clima de normalidade.
