Força-tarefa planeja recolocar pedra de 25 toneladas em parque goiano
Pesquisadores dizem que rocha foi deslocada há 56 anos por adolescentes que usaram macaco hidráulico na Serra Dourada
atualizado
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Uma força-tarefa da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do governo do estado planeja recolocar a Pedra Goiana, de 25 toneladas, no seu local de origem, 56 anos depois de ser deslocada, no Parque Estadual da Serra Dourada. A reserva ambiental fica em Mossâmedes, no centro de Goiás, a 153 quilômetros de Goiânia.
De acordo com a força-tarefa, a pedra foi tombada, indevidamente, em 1965, por adolescentes que utilizaram um macaco hidráulico. Neste domingo (22/8), o grupo avalia resultados da visita realizada um dia antes ao local, com a presença do governador Ronaldo Caiado (DEM).
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Desafio
A pedra está caída na beira de uma elevação natural que a sustentou por séculos. O desafio é reposicioná-la sobre duas pedras menores. A rocha se encontra na Reserva Biológica Professor José Angelo Rizzo, área pertencente à UFG.
“Já tem cerca de 10 anos que temos buscado parceiros para fazer o deslocamento da rocha. Nossa equipe está empenhada na operação, que depende de recurso, equipamento pesado, todo um maquinário”, disse o reitor da universidade, Edward Madureira.
De acordo com o reitor, a força-tarefa vai executar uma operação multidisciplinar, com a participação de geólogos, engenheiros e biólogos, mas ainda não há data prevista.
Segundo a vice-reitora da UFG, Sandramara Chaves, recolocar a Pedra Goiana em seu local original é o primeiro dos vários planos que a universidade tem para a região. O objetivo é que a reserva biológica receba algumas estruturas de atendimento ao turista, como museu, observatório e até teleférico.
“Tudo isso está em estudo para que a gente consiga valorizar a história da região e preservar o que faz parte da cultura do povo goiano”, afirmou Sandrama.
Mineração
Presidente do Sindicato da Indústria Extrativa do Estado de Goiás, Luiz Antônio Vessani chamou a atenção para união de esforços em prol do projeto. “Não é uma coisa partidária, não é política, é cultural. A mineração está se colocando disposta a contribuir”, comentou.
Vessani participou de reuniões junto ao governador para tratar do assunto e também integrou a comitiva que foi até a reserva biológica.
Também participa da força-tarefa a Universidade Estadual de Goiás (UEG), que tem um campus na cidade de Goiás. O geólogo e professor Pedro Vieira acompanhou a comitiva durante a visita técnica.
A intenção é que Vieira e a instituição trabalhem na restauração do espaço com o conhecimento da região e dando apoio à iniciativa na parte ambiental.
