Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Fluminense repudia vídeo homofóbico de vascaíno e prega "diversidade"

Clube critica gravação em que Fellipe Bastos comemora título da Taça Guanabara com ofensas a homossexuais

18/02/2019 12:21, atualizado 18/02/2019 14:00
ANDRé MELO ANDRADE/AM PRESS & IMAGES/ESTADÃO CONTEÚDO
Fluminense repudia vídeo homofóbico de vascaíno e prega “diversidade”

O Fluminense publicou nota oficial nesta segunda-feira (18/2) para repudiar a provocação de cunho homofóbico de um jogador do Vasco. Após a conquista da Taça Guanabara, neste domingo (17/2), com a vitória por 1 a 0 no Maracanã, o volante alvinegro Fellipe Bastos gravou um vídeo com provocações ao time tricolor, que rebateu o material com um manifesto contra a homofobia.

Reserva do Vasco, Bastos foi à cerimônia de premiação e gravou um vídeo ao lado de um funcionário do clube em que xingou o Fluminense. “Série C do c… Vai tomar no c… Time de v…Time de v…”, cantou o jogador. O material se espalhou rapidamente pelas redes sociais e levou a diretoria do Fluminense a divulgar na manhã desta segunda-feira uma nota.

O clube tricolor afirmou que a manifestação do jogador diminui a vitória vascaína e cobrou respeito à população LGBT do Brasil. “Sexualidade é diversidade. A intolerância não pode ter mais espaço na nossa sociedade. O Fluminense é um #TimeDeTodos, como todo clube deveria ser. E lamenta que alguns ainda deem lugar para o preconceito”, escreveu.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A final da Taça Guanabara foi marcada por confusões entre as duas diretorias. A divisão de setores no Maracanã causou briga nos bastidores e indefinição para a torcida. Com bastante confusão do lado de fora do estádio, os torcedores só puderam entrar no local com cerca de 30 minutos do primeiro tempo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Íntegra da nota do clube:
O Fluminense entende que uma vitória seguida de homofobia é uma derrota para o esporte. Para a sociedade. E o país onde mais se assassina LGBTs no mundo não pode deixar uma demonstração tão clara de preconceito morrer. Por respeito. Por justiça. Por humanidade. O Fluminense, assim como todo clube de futebol, é feito de homens e mulheres de várias cores, condições sociais, sexualidades. E tem muito orgulho de cada um de seus torcedores. Por isso faz questão de afirmar, quantas vezes for necessária, que é um #timedetodos.