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Flávio sai do isolamento e atrai apoio de 4 partidos na largada do 2º turno

Podemos deve ser o próximo a aderir à campanha. Equipe do senador quer mobilizar parlamentares eleitos para ampliar presença nos estados

08/10/2026 04:30
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Senador e candidato a Presidencia da Republica, Flavio Bolsonaro, chega sede nacional do Republicanos em Brasilia metropoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL) conquistou o apoio de quatro partidos nos primeiros dias de campanha do segundo turno da eleição presidencial e negocia novas adesões para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro.

União Brasil, PP, Novo e Republicanos já anunciaram apoio ao candidato, enquanto o Podemos deve seguir o mesmo caminho na manhã desta quinta-feira (8/10). Aliados do senador também mantêm conversas com outras siglas, como o MDB.

A sequência de adesões contrasta com a situação de Flávio no primeiro turno, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disputou o Planalto sem o apoio formal de outras legendas. Ele terminou a votação de domingo (4/10) à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.

O União Brasil e o PP, que integram a federação União Progressista, abriram a série de apoios. Os dois partidos haviam optado pela neutralidade na primeira etapa da eleição, mas decidiram apoiar Flávio no confronto contra Lula.

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Nessa quarta (7/10), o Novo também formalizou a posição. Horas depois, o Republicanos anunciou apoio ao senador após negociações que tiveram a participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A decisão do Republicanos, porém, não obriga seus integrantes a seguir a orientação nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por exemplo, deve permanecer ao lado de Lula, assim como outras lideranças do partido ligadas ao governo.

Mais apoios

O próximo partido a anunciar apoio deve ser o Podemos. Lideranças da sigla devem se reunir com Flávio na manhã desta quinta para oficializar a adesão.

O partido também havia ficado neutro no primeiro turno e liberado seus integrantes para fazer alianças nos estados.

A campanha de Flávio tenta agora conseguir o apoio do MDB. O presidente nacional da legenda, deputado federal Baleia Rossi (SP), chegou a dizer, em uma entrevista logo após o primeiro turno, que o partido manteria a neutralidade.

Integrantes da sigla afirmam, porém, que a maioria dos diretórios defende o apoio a Flávio no segundo turno. Baleia tem consultado os dirigentes para avaliar se a posição deve ser revista. Há expectativa de que o emedebista se reúna com a campanha do senador ainda nesta semana.

Outro partido do Centrão, o PSD, de Gilberto Kassab, já anunciou que ficará neutro e liberou seus integrantes no segundo turno. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), candidato da sigla derrotado no primeiro turno, declarou apoio a Flávio.

Caiado integra uma lista de antigos adversários que decidiram apoiar o senador. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) anunciou posição na segunda-feira, antes mesmo da manifestação oficial do partido.

Nessa quarta, Clariana Barão, candidata do Democracia Cristã derrotada no primeiro turno, também declarou apoio ao filho de Jair Bolsonaro.

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Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
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Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda
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Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas

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Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda
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Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda

Buda Mendes/Getty Images

O terceiro colocado na disputa ao Planalto, Augusto Cury (Avante), terminou o primeiro turno afirmando que não se pronunciaria sobre sua posição na segunda etapa da eleição. Há expectativa, porém, de que reveja a decisão nos próximos dias.

Flávio também recebeu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne deputados e senadores ligados ao agronegócio. A bancada, que já havia declarado apoio ao candidato antes do primeiro turno, reafirmou posição na terça (6/10).

Durante o encontro, Flávio afirmou que, se eleito, pretende escolher o ministro da Agricultura a partir de uma indicação do grupo.


Lula perde votos; Flávio avança sobre desempenho do pai

  • Lula teve 3,4 milhões de votos a menos do que no 1º turno de 2022; Flávio Bolsonaro somou 5 milhões a mais do que Jair Bolsonaro.
  • O petista perdeu votos em 19 estados e deixou de liderar em Minas Gerais e Tocantins.
  • Flávio superou o desempenho do pai em 26 estados; ficou abaixo apenas no Distrito Federal.
  • São Paulo concentrou a maior perda de Lula, de cerca de 985 mil votos, e o maior ganho de Flávio sobre o pai, de 682 mil.
  • No Sul, Lula perdeu quase 973 mil votos, enquanto Flávio ganhou cerca de 951 mil em relação a Jair Bolsonaro.
  • Flávio também cresceu no Nordeste, sobretudo na Bahia e no Ceará, mas Lula manteve a liderança nos nove estados da região.

Campanha prepara nova ofensiva

As negociações partidárias ocorrem enquanto a campanha de Flávio define a atuação do candidato nas três semanas que antecedem o segundo turno.

O senador reuniu parlamentares e governadores eleitos pelo PL nesta quarta, em Brasília, para discutir os próximos passos da disputa contra Lula.

A equipe pretende manter a economia entre os principais assuntos da campanha, com críticas ao endividamento das famílias, aos juros altos e aos indicadores econômicos do governo petista.

O marqueteiro Duda Lima afirmou que o discurso deverá continuar concentrado nas dificuldades financeiras enfrentadas pela população. A campanha também pretende explorar esses temas na propaganda eleitoral gratuita, que retorna ao rádio e à televisão nesta sexta (9/10).

Outra prioridade será concentrar as viagens de Flávio nas regiões onde a equipe acredita haver maior espaço para conquistar votos.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a agenda será definida com base nesse objetivo. Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul estão entre os estados apontados como prioritários.

A campanha também pretende mobilizar deputados e senadores eleitos para atuar como cabos eleitorais no segundo turno.

A orientação é que, nos locais onde Flávio não estiver presente, os próprios aliados organizem atividades de campanha, como carreatas, motociatas e distribuição de material eleitoral.