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Eleições 2026Brasil

Flávio diz que não há nada de errado no patrocínio de Vorcaro em Dark Horse

Candidato foi questionado no JN sobre os R$ 61 milhões repassados por Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro

28/08/2026 21:54, atualizado 28/08/2026 22:00
Reprodução/ Tv Globo
Candidato Flavio Bolsonaro durante debate no JN eleicoes 2026 metropoles 2

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28/8), durante sabatina no Jornal Nacional, que “não tem absolutamente nada de irregular” na participação dele na busca de recursos privados para financiar Dark Horse, filme sobre a trajetória do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para um filme do próprio pai”, afirmou. Segundo ele, “não houve nenhuma contrapartida pelo fato de ser senador da República para esse investidor”.

Flávio também disse que não recebeu pessoalmente os recursos e ressaltou que o projeto não utilizou dinheiro público.

“Eu não fui buscar dinheiro em Lei Rouanet, não fui buscar dinheiro em recursos públicos. E esse foi um patrocínio, na verdade, que não tem e não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai”, declarou.

Questionado ainda sobre a relação com Vorcaro e a mensagem em que disse que estaria “sempre” com o banqueiro, Flávio voltou a afirmar que o vínculo era privado e relacionado ao financiamento do longa.

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“É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse patrocínio para um filme”, disse.

Flávio foi o quinto presidenciável entrevistado pelo programa nesta semana. Neste sábado (29/8), será a vez de Augusto Cury (Avante).

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Caso Dark Horse

O filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, tornou-se um dos principais pontos de pressão sobre Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.

A negociação envolveu US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões), dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente destinados ao projeto. O financiamento passou a ser alvo de questionamentos sobre a origem e a aplicação dos recursos.

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A Polícia Federal investiga possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento do filme. Em paralelo, a Polícia Civil de São Paulo apura a atuação da produtora responsável pela obra, que também aparece relacionada a uma entidade investigada por suspeitas de irregularidades em contratos públicos. O ministro Flávio Dino autorizou o compartilhamento com a PF de provas obtidas na investigação paulista.

Durante a campanha, Flávio chegou a afirmar que apresentaria documentos e prestaria contas sobre o financiamento. Posteriormente, porém, passou a dizer que a responsabilidade pela prestação de contas cabe à produtora do filme.