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Brasil

Flávio critica divulgação de mensagens de Bolsonaro: "Fofoca"

Diálogos do ex-presidente com o filho Eduardo Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia vieram a público após indiciamento da PF

21/08/2025 12:04, atualizado 21/08/2025 16:03
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Edilson Rodrigues/Agência Senado
Eduardo Bolsonaro atingiu o irmão Flávio

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou nesta quinta-feira (21/8) como “fofoca” as conversas divulgadas entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o pastor Silas Malafaia.

“Esses áudios que estão divulgados são fofoca. Seria uma pauta pra um jornal de fofoca. Não têm absolutamente nada a ver com a investigação”, disse o político durante entrevista ao canal AuriVerde Brasil.

Os diálogos constam no relatório que embasou o indiciamento de Bolsonaro e Eduardo pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações que apuraram ações de coação no curso da Ação Penal n° 2668, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o senador, a divulgação das conversas busca deteriorar a imagem da família Bolsonaro frente à opinião pública. Ele também não poupou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a quem culpou pela exposição das mensagens.

“A palavra que eu encontro para o Alexandre de Moraes hoje é que ele é uma pessoa asquerosa. Uma pessoa que joga muito baixo. Não tem limites para expor uma relação familiar, que não tem nada a ver com o processo, com a única intenção de manipular a opinião pública, de atacar o presidente Bolsonaro e o seu grupo”, declarou.

Ouça a íntegra da troca de áudios entre Bolsonaro e Malafaia interceptada pela PF:

Indiciamento

A Polícia Federal indiciou, nessa quarta-feira (20/8), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo da Ação Penal (AP) nº 2668, que apura suposta tentativa de golpe em 2022.

De acordo com a PF, as ações de pai e filho excederam o contexto da AP 2668, buscando atingir instituições, como o STF e o Congresso Nacional, “objetivando subjugá-las a interesses pessoais e específicos vinculados aos réus julgados no âmbito da mencionada ação penal”.