
Flávio critica decisão de Zanin, mas PL também pediu prorrogação da votação
Candidato do PL afirmou que vai pedir anulação do 2º turno. Campanha de Flávio também pediu prorrogação da votação em SP, SC, RS, MG e PR
25/10/2026 23:42

Apesar de criticar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin em prorrogar a votação do segundo turno, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) fez o mesmo pedido à Justiça. O candidato afirmou, na noite deste domingo (25/10), que irá pedir a anulação do pleito em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vitorioso.
A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) pediu extensão da votação para as 19h em todo o país. Pela lei, o horário é até as 17 horas. No entanto, eleitores relataram dificuldade em exercer o direito em cerca de 10 estados e o ministro Cristiano Zanin, do STF, ampliou o horário.

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Ver todasFlávio acusou o magistrado de favorecer o petista. A campanha dele, no entanto, havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que também prorrogasse a votação em municípios de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A defesa do senador alegou que as chuvas, alagamentos e interdições dificultaram a chegada de eleitores às urnas. O caso foi direcionado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Eu nunca vou saber se um estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa cobriu, as eleições deveriam ter sido anuladas”, disse Flávio à imprensa.
Reclamação
Em pronunciamento após a derrota para Lula, Flávio Bolsonaro anunciou que sua equipe irá recorrer na Justiça para pedir a anulação do pleito. “E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, acrescentou.
Em uma vitória histórica, Lula foi reeleito pela quarta vez ao cargo. Ele derrotou o senador, que terminou o primeiro turno na liderança da disputa, mas foi superado.
O petista teve 51,79% dos votos válidos e Flávio 48,21%.
Lula chefiará o Executivo federal pela quarta vez, em outro feito inédito na história do Brasil. Ele esteve à frente do governo de 2003 a 2006, no primeiro mandato, e de 2007 a 2010, no segundo. Em 2022, retornou à Presidência para um terceiro mandato, iniciado em 2023 e que termina no início de 2027. Agora, permanecerá no cargo até os primeiros dias de 2031.






