Flávio Bolsonaro diz ter “preço” para não levar candidatura até o fim
Fala foi feita na manhã deste domingo (7/12) após participar de um culto evangélico em Brasília
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou, neste domingo (7/12) que pode não levar a sua candidatura ao Palácio do Planalto adiante e que estaria disposto a negociar o “preço” para desistir da disputa, citando a votação da anistia para os presos do 8 de Janeiro. Confira o vídeo:
“Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho preço para não ir até o fim. Só que eu vou falar para vocês amanhã”, declarou o senador.
Flávio foi escolhido como candidato pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) semanas após ele ser preso pela Polícia Federal. Em seu primeiro ato público na disputa, o senador carioca minimizou as reações negativas à sua candidatura e disse que irá se reunir com lideranças partidárias já na segunda-feira (8/12).
O econtro com os caciques partidários se dará após terem tempo de “digerir” a notícia, segundo Flávio. Deverão participar do encontro o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do União Brasil, Antonio Rueda e do PP, Ciro Nogueira. O convite também foi estendido ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira.
Um “Bolsonaro diferente”
Questionado sobre as reações negativas que o anúncio da candidatura recebeu do mercado financeiro, Flávio Bolsonaro classificou as avaliações como “precipitadas” e disse que, ao longo da campanha, terá a chance de mostrar um “Bolsonaro diferente”, “mais centrado” e que “realmente quer a pacificação do país”.
“Eles fazem uma análise precipitada, no meu ponto de vista, porque a partir do momento que eu tenho a possibilidade, com essa exposição e a cobertura que vocês da imprensa vão me dar, de conhecer um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado, um Bolsonaro que conhece a política, que conhece Brasília, um Bolsonaro que realmente vai querer fazer uma pacificação nesse país”, disse.
Primeiro ato público como candidato
A ida de Flávio Bolsonaro a um culto evangélico no Hípica Hall, em Brasília, trata-se do primeiro ato público desde que anunciou a sua pré-candidatura à presidência. Como adiantado pelo Metrópoles, na coluna Paulo Cappelli, Jair Bolsonaro escolheu o filho mais velho como seu candidato ano que vem.
A decisão frustrou os caciques partidários que esperavam por uma escolha mais pragmática, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Do lado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a escolha animou, pois mantém o embate com o bolsonarismo.















