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Brasil

Flávio acusa Lula de espalhar fake news sobre transição do Bolsa Família.

Candidato do PL nega que pretende acabar com o programa e defende prazo de dois anos para beneficiários encontrarem um trabalho

19/10/2026 17:02, atualizado 19/10/2026 17:29
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da Republica Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta segunda-feira (19/10), a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de divulgar informações falsas sobre uma proposta para o Bolsa Família em um eventual governo dele. A polêmica sobre o tema teve início após uma entrevista da economista Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio.

Em vídeo, o senador do PL negou que pretenda acabar com o programa e explicou a proposta de Daniella Marques de transição, onde os beneficiários terão um prazo de dois anos caso consigam um emprego formal ou abram o próprio negócio.

“Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira”, declarou o senador.

Confira a íntegra do vídeo:

Durante o vídeo, Flávio também criticou as regras atuais para o retorno ao Bolsa Família. Segundo o senador, quem deixa de receber o benefício precisa enfrentar uma longa fila para voltar ao programa, o que poderia levar meses. No entanto, a informação não é verdadeira, de acordo com as Regras de Proteção do Bolsa Família (Leia no fim da matéria).

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“Se você deixa de receber o Bolsa Família, depois você entra em uma fila gigantesca e passa meses até conseguir voltar a receber o seu Bolsa Família”, afirmou.

O candidato disse que, em um eventual governo do PL, a retomada seria automática caso o beneficiário perdesse o emprego ou não conseguisse manter o próprio negócio. Ele também acusou Lula de tentar assustar os beneficiários com informações falsas.

“Estão querendo enganar as pessoas, estão usando essa estratégia de botar medo em você”, declarou.

Flávio ainda criticou o governo federal pela situação econômica do país e mencionou problemas de segurança pública e endividamento das famílias. Ao final da gravação, pediu que apoiadores compartilhassem o vídeo para rebater o que classificou como desinformação e convocou eleitores a votar nele no segundo turno, marcado para domingo (25/10).

De onde surgiu a polêmica?

As afirmações sobre a mudança no Bolsa Família começaram após uma entrevista da coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, à CBN Bahia, nesta segunda-feira (19/10). A economista afirmou que em um eventual governo do PL, o programa Bolsa Família terá um período de dois anos de transição para que o beneficiário consiga um emprego formal ou abrir um empreendimento.

Caso o beneficiário não tenha sucesso, ele poderá retornar ao programa.

“Quem está no Bolsa Família, vai ter uma regra de transição de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por dois anos, e um retorno automático caso dê errado”, disse Daniella em entrevista à rádio CBN da Bahia.

Segundo Daniella, o Bolsa Família é uma “proteção, mas é o início de uma jornada”, e “todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”.

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Como é a transição no governo Lula

  • O Bolsa Família tem um limite de renda inicial para beneficiários, no limite de R$ 218 por pessoa (per capita).
  • No entanto, o governo federal tem regras de transição para que o beneficiário se estabeleça no mercado e consiga uma renda maior.
  • Ao entrar na Regra de Proteção, mesmo quando a renda da família ultrapassa R$ 218 pessoa, o beneficiário não é imediatamente excluído do Programa. A família pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 18 meses.
  • Para estar na Regra de Proteção, a renda mensal por pessoa não pode ultrapassar o valor de R$ 706.
  • “O objetivo é evitar o cancelamento imediato do benefício, reconhecendo que a superação da pobreza não acontece de forma automática com a conquista de um emprego. Esse é um processo gradual, que exige um período de adaptação e estabilização”, diz nota do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome