Fiocruz assina contrato para produzir insumos da AstraZeneca no Brasil

Contrato permite que Brasil não precise mais importar Ingrediente Farmacêutico Ativo da China, pois será capaz de produzir vacina por aqui

atualizado 01/06/2021 17:42

Vacina AstraZenecaJaap Arriens/NurPhoto via Getty Images

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou, nesta terça-feira (1º/6), o contrato de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca. Na prática, o acordo permite que o Brasil tenha fabricação nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a vacina contra a Covid-19.

O termo foi assinado durante cerimônia no Ministério da Saúde. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participaram do evento.

Neste ano, a Fiocruz anunciou ao menos duas paralisações na produção de vacinas devido à falta de insumos vindos da China. Com o acordo firmado nesta terça, a fundação não precisará mais importar IFA do país asiático, pois será capaz de produzir o material em território brasileiro.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, as primeiras doses da vacina fabricada 100% no Brasil deverão estar disponíveis a partir de outubro. No segundo semestre, a Fiocruz deve entregar um total de 110 milhões de doses da vacina contra a Covid-19.

A assinatura do contrato de transferência de tecnologia estava prevista para 2020. No entanto, segundo a fundação, devido ao “grau de detalhamento necessário para esse tipo de documentação”, a previsão foi adiada para março de 2021. A nova data também não foi cumprida. Mesmo com a demora na assinatura do acordo, o laboratório continuou a adaptação de suas instalações.

Produção com IFA importado

Depois de suspender a fabricação de vacinas contra a Covid-19, a Fiocruz retomou a fabricação da AztraZeneca no Brasil, na semana passada, após a chegada de uma nova remessa da matéria-prima, vinda da China.

O lote importado é considerado suficiente para entregar 12 milhões de doses. Na prática, isso significa que a produção da vacina está garantida até a terceira semana de junho.

Atualmente, a capacidade de produção da fundação é de cerca de 1 milhão de doses por dia.

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