Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Filhos únicos: as histórias das crianças mortas em ataque a creche

Fã do Homem-Aranha, apaixonado por dança, apegada aos pais, eram as características dos pequenos que foram mortos em ataque em Blumenau

07/04/2023 14:23, atualizado 07/04/2023 17:49
Reprodução/Redes sociais
crianças mortas em creche de blumenau - Metrópoles

As quatro crianças com idades entre 4 e 7 anos, mortas em um ataque na creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), eram filhos únicos. Em relatos emocionantes, familiares contam que todas são lembradas com pesar por suas breves histórias e características peculiares.

Na manhã da última quarta-feira (5/4), foram assassinados Bernardo Cunha Machado, de 5 anos; Bernardo Pabst da Cunha, de 4 anos; Larissa Maia Toldo, de 7 anos; e Enzo Marchesin, de 4 anos.

Veja um resumo da história de cada um:

Bernardo Pabst da Cunha, 4 anos

Bernardo, menino de 5 anos morto durante ataque em creche em Blumenau (SC) - Metrópoles
Bernardo Pabest da Cunha, de 4 anos

Fã do Homem-Aranha, foi enterrado com um uniforme do super-herói. Já tinha um time do coração, era vascaíno como o pai.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O nascimento de Bernardo Pabst foi muito comemorado. Os pais queriam muito ter um filho, mas a mãe não conseguia engravidar.

Ela só conseguiu ter Bernardo após muitos anos de tratamento.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
Filhos únicos: as histórias das crianças mortas em ataque a creche - destaque galeria
6 imagens
Carina Marchesin, Enzo (vítima) e Samira Barbosa
Homenagem para as vítimas mortas no ataque
Homenagem para as vítimas mortas no ataque
Três meninos e uma menina, entre 4 e 7 anos, morreram na hora
Creche onde homem matou quatro crianças em Blumenau (SC)
Enzo foi adotado há um ano pela família
1 de 6

Enzo foi adotado há um ano pela família

Reprodução/Instagram
Carina Marchesin, Enzo (vítima) e Samira Barbosa
2 de 6

Carina Marchesin, Enzo (vítima) e Samira Barbosa

Reprodução/Instagram
Homenagem para as vítimas mortas no ataque
3 de 6

Homenagem para as vítimas mortas no ataque

Patrick Rodrigues
Homenagem para as vítimas mortas no ataque
4 de 6

Homenagem para as vítimas mortas no ataque

Patrick Rodrigues
Três meninos e uma menina, entre 4 e 7 anos, morreram na hora
5 de 6

Três meninos e uma menina, entre 4 e 7 anos, morreram na hora

Patrick Rodrigues/Santa
Creche onde homem matou quatro crianças em Blumenau (SC)
6 de 6

Creche onde homem matou quatro crianças em Blumenau (SC)

Patrick Rodrigues/NSC total

Enzo Marchesin, 4 anos

Enzo Marchesin Barbosa, de 4 anos

Gostava de dançar e era filho adotivo de duas mães desde dezembro de 2021.

A mãe Carina Marchesini escreveu um texto emocionante nas redes sociais, lembrando que o filho a ajudou a enfrentar um câncer.

“Tivemos nossos desafios como família, mas hoje estávamos completos, você tinha entendido que veio para ficar e que aqui é sua casa e que nunca mais sairia dela. Temos mais batalhas para enfrentar bebê e eu sei que daí de cima você vai estar ajudando em todas batalhas e a confortar nossos corações. Dando muita força, porque, de verdade, eu não sei viver sem você”, escreveu Carina nas redes sociais.

Larissa Maia Toldo, 7 anos

larissa-menina-morta-ataque-blumenau-creche-metropoles
Foto publicada pela mãe da menina Larissa nas redes sociais

Havia se mudado recentemente para Santa Catarina, depois de morar uma temporada no Pará com a família paterna.

Era reconhecida pela sua alegria e por seu muito apegada aos pais.

Normalmente, Larissa ficava de manhã em uma escola e só ia para a creche à tarde. No entanto, na quarta-feira, houve uma mudança na rotina e ela não teve aula.

Por isso, a garota de 7 anos foi levada para a creche ainda de manhã, horário em que ocorreu o atentado.

Bernardo Cunha Machado, 5 anos

Menino de 5 anos morto após ataque em creche em Blumenau (SC) - Metrópoles
Bernardo Cunha Machado, de 5 anos

O pai relatou em entrevista que o filho chegou na creche na quarta-feira imitando um coelhinho.

Às vezes, Bernardo Cunha acompanhava o pai militar em atividades na corporação.

Os colegas de trabalho do pai reconheciam o filho como alguém extrovertido que era motivo de diversão.