Filha de mulher morta ao pular de ônibus: “Família despedaçada”

Tânia da Conceição Mota bateu com a cabeça no asfalto ao saltar de veículo em movimento durante assalto no Rio de Janeiro

atualizado 19/01/2020 12:39

Reprodução/Facebook

Inconformados, familiares da costureira Tânia da Conceição Mota, 62 anos, que morreu durante assalto ao pular de um ônibus em movimento na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram ao Instituto Médico Legal (IML), no centro da cidade, para liberar o corpo da idosa, neste sábado (18/01/2020). Além da moradora do Jacarezinho, mais quatro passageiras teriam sido obrigadas a saltar do veículo da linha 298 (Acari-Castelo) durante o roubo.

“Acredito eu que, quando os bandidos fizeram o anúncio do assalto, a minha mãe tentou levantar para descer. Uns já falam que eles (criminosos) mandaram descer. O ônibus estava em movimento, minha mãe caiu batendo a cabeça sofrendo uma hemorragia intracraniana”, disse a enfermeira Gláucia da Conceição Mota, 41, filha da vítima, ao O Dia.

Avisada por testemunhas, a Polícia Militar esteve no local. “As vítimas foram levadas para o Hospital Salgado Filho, no Méier, onde a passageira que bateu com a cabeça no chão, não resistiu”, diz uma nota da PM. O comunicado afirma, também, que os assaltantes fugiram. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que Tânia chegou morta à unidade de saúde.

Gláucia lembrou que a mãe era uma mulher alegre, que trabalhava como costureira  no ateliê da escola de samba Unidos da Tijuca. “Ela tinha um bom coração, nunca fez mal, até os inimigos ela ajudou por muitas vezes. Era uma pessoa muito conhecida na comunidade do Jacarezinho. Não tem uma pessoa que fale que não gostava da minha mãe. A família está despedaçada”, destacou a filha.

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