FBSP: 40% dos policiais acham legítimas pautas dos golpistas em 8/1
Pesquisa do FBSP ainda diz que, para profissionais da segurança, houve mais falha de planejamento do policiamento no protesto que omissão
30/01/2023 11:53

Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgada nesta segunda-feira (30/1) mostra que 40% dos profissionais de segurança pública do país consideram legítimas as pautas do protesto em que manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes.
A sondagem feita pelo FBSP aplicou um questionário para 636 profissionais das polícias militares, civis, federais, rodoviários federais, penais e guardas municipais entre 24 e 27 de janeiro.
Segundo o resultado da pesquisa, 39,9% dos policiais disseram concordar, total ou parcialmente, com a afirmação “a invasão é condenável e não pode ser tolerada, mas as pautas defendidas pelos invasores eram legítimas e não atentam contra a democracia”.
A pesquisa ainda mostra que 62,9% dos policiais concordam com a afirmação de que “as forças de segurança pública estão contaminadas pelo discurso político e partidário e isso atrapalha suas atividades-fim”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A pesquisa mostra o quão grave é a situação e que deveríamos atuar para lançar as bases de uma nova arquitetura institucional para a segurança pública. Não adiantará pensar cada polícia isoladamente”, escreveu o presidente do FBSP, Renato Sérgio de Lima, em sua conta no Twitter.

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Ver todasComando e planejamento
O questionário da pesquisa “Percepções dos Profissionais da Segurança Pública sobre os ataques às sedes dos Três Poderes em 08/01” ainda abordou a impressão dos policiais sobre a conduta da polícia durante as invasões do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a pesquisa, 75,7% dos profissionais ouvidos concordaram total ou parcialmente que houve falha no planejamento do policiamento da Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.
Já 72,3% entendem que houve falha de comando, mas apenas 57,5% entendem que houve omissão do comando das operações.
Dos entrevistados, 61,7% concordam total ou parcialmente que o Comando do Exército demorou para acabar com os acampamentos em frente ao Quartel General.
Entre os questionários avaliados, 51,2% afirmaram que a conduta da PMDF foi correta, e o problema foi exclusivamente do comando político.












