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Brasil

Farmacêuticas esperam aval da Anvisa para uso de remédios contra Covid

Na última semana, a Pfizer e o órgão regulador fizeram uma reunião para a pré-submissão do pedido de uso emergencial do medicamento Paxlovid

31/01/2022 08:13, atualizado 01/02/2022 10:17
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MSD/Reprodução
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Duas farmacêuticas aguardam avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para incluir medicamentos contra a Covid-19 no mercado nacional.

Na última semana, a Pfizer e o órgão regulador fizeram uma reunião para a pré-submissão do pedido de uso emergencial do medicamento Paxlovid (nirmaterlvir+ritonavir) para tratar Covid. No entanto, a solicitação de uso do remédio ainda não foi realizada.

Os números da pandemia da Covid-19 no Brasil:

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Desde o início da pandemia até a primeira semana de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde registrou mais de 22 milhões de casos de Covid-19 confirmados no Brasil
Segundo o Boletim Epidemiológico, o Brasil é o terceiro país com maior número de casos acumulados
Em relação aos óbitos, até 20 de dezembro, foram confirmadas mais de 617 mil mortes. O Brasil é o segundo país com maior número acumulado, atrás apenas dos Estados Unidos
A pasta da Saúde registrou durante esse período mais de 21 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19, o que representa  96,6% dos que já contraíram o vírus. O país é o terceiro com maior quantidade de recuperados no mundo
Considerando os dados acumulados de casos e óbitos, desde o início da pandemia, Roraima apresentou a maior incidência do país, 20.372,0
casos/100 mil hab., enquanto que a maior taxa de mortalidade foi no Rio de Janeiro, que contabilizou 398,1 óbitos/100 mil habitantes
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Yanka Romão/Metrópoles
Desde o início da pandemia até a primeira semana de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde registrou mais de 22 milhões de casos de Covid-19 confirmados no Brasil
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Desde o início da pandemia até a primeira semana de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde registrou mais de 22 milhões de casos de Covid-19 confirmados no Brasil

Shutterstock
Segundo o Boletim Epidemiológico, o Brasil é o terceiro país com maior número de casos acumulados
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Segundo o Boletim Epidemiológico, o Brasil é o terceiro país com maior número de casos acumulados

Shutterstock
Em relação aos óbitos, até 20 de dezembro, foram confirmadas mais de 617 mil mortes. O Brasil é o segundo país com maior número acumulado, atrás apenas dos Estados Unidos
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Em relação aos óbitos, até 20 de dezembro, foram confirmadas mais de 617 mil mortes. O Brasil é o segundo país com maior número acumulado, atrás apenas dos Estados Unidos

Altemar Alcântara/Semcom
A pasta da Saúde registrou durante esse período mais de 21 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19, o que representa  96,6% dos que já contraíram o vírus. O país é o terceiro com maior quantidade de recuperados no mundo
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A pasta da Saúde registrou durante esse período mais de 21 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19, o que representa 96,6% dos que já contraíram o vírus. O país é o terceiro com maior quantidade de recuperados no mundo

Divulgação/Agência Brasília

Considerando os dados acumulados de casos e óbitos, desde o início da pandemia, Roraima apresentou a maior incidência do país, 20.372,0
casos/100 mil hab., enquanto que a maior taxa de mortalidade foi no Rio de Janeiro, que contabilizou 398,1 óbitos/100 mil habitantes
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Considerando os dados acumulados de casos e óbitos, desde o início da pandemia, Roraima apresentou a maior incidência do país, 20.372,0 casos/100 mil hab., enquanto que a maior taxa de mortalidade foi no Rio de Janeiro, que contabilizou 398,1 óbitos/100 mil habitantes

Reprodução
Até 20 de dezembro, o Brasil tinha 36 casos confirmados da variante Ômicron. A cepa foi identificada pela primeira vez em países da África, em novembro de 2021
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Até 20 de dezembro, o Brasil tinha 36 casos confirmados da variante Ômicron. A cepa foi identificada pela primeira vez em países da África, em novembro de 2021

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
A campanha de vacinação contra a Covid-19 teve início em janeiro deste ano. Até a segunda semana de dezembro, mais de 160 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina, o que corresponde a cerca de 75% da população
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A campanha de vacinação contra a Covid-19 teve início em janeiro deste ano. Até a segunda semana de dezembro, mais de 160 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina, o que corresponde a cerca de 75% da população

Getty Images
Cerca de 140 milhões de pessoas estão totalmente imunizadas com as duas doses ou dose única no Brasil. O número representa cerca de 66% da população
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Cerca de 140 milhões de pessoas estão totalmente imunizadas com as duas doses ou dose única no Brasil. O número representa cerca de 66% da população

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Em relação a dose de reforço, aproximadamente 22 milhões de habitantes receberam o imunizante. O valor corresponde a 10% da população
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Em relação a dose de reforço, aproximadamente 22 milhões de habitantes receberam o imunizante. O valor corresponde a 10% da população

Hugo Barreto/Metrópoles
Considerando os dados do site Our World in Data, o estado de São Paulo ultrapassa países como Itália, França, Reino Unido e Alemanha no quesito imunização completa contra o coronavírus
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Considerando os dados do site Our World in Data, o estado de São Paulo ultrapassa países como Itália, França, Reino Unido e Alemanha no quesito imunização completa contra o coronavírus

Fábio Vieira/Metrópoles
No ranking global, o Brasil é o quarto país com mais doses aplicadas. Foram 324 milhões até a segunda semana de dezembro
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No ranking global, o Brasil é o quarto país com mais doses aplicadas. Foram 324 milhões até a segunda semana de dezembro

Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Além disso, desde o fim de 2021, a farmacêutica Merch Sharp & Dohme (MSD) enviou pedido de uso emergencial do remédio Molnupiravir à Anvisa. A solicitação segue em análise pela agência reguladora, que solicitou dados à empresa e aguarda o envio dos documentos. A entrega deve ocorrer ainda nesta semana, segundo previsão da Anvisa.

Caso aprovados, os remédios poderão ser utilizados na rede de saúde brasileira e auxiliarão no tratamento de pacientes com Covid durante a fase inicial da doença, já que ambos os medicamentos devem ser utilizados durante a primeira semana de sintomas.

Em nota, a Anvisa pontuou sobre o processo de análise de ambos os medicamentos junto à agência. Leia o posicionamento do órgão na íntegra:

Esclarecemos que a reunião com a Pfizer ocorreu como citado na matéria, mas o laboratório não pediu autorização de uso emergencial para a Anvisa, Portanto, não há análise em andamento na agência. Quanto ao medicamento do laboratório MSD/ Merck, a agência solicitou dados que ainda não foram entregues e a análise está em exigência. O laboratório sinalizou que deve entregar as informações pendentes esta semana.

Sem previsão

Como mostrou o Metrópoles, o Ministério da Saúde analisa a compra do medicamento Paxlovid, da Pfizer. No entanto, ainda não há previsão de quando o país receberia doses do remédio nem do quantitativo de pílulas que poderiam ser enviadas ao Brasil, caso o governo decida pela aquisição do fármaco.

De acordo com a farmacêutica, a pílula tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco contaminados pelo novo coronavírus. O remédio já é utilizado em países como Canadá, Reino Unido, Estados Unidos e em regiões da Europa.

Assim como o Paxlovid, da Pfizer, o remédio Molnupiravir, da MSD, é administrado via oral, dentro de cinco dias após o surgimento dos sintomas. O fármaco impede que o vírus se replique e reduz a gravidade da doença.

O processo de análise do medicamento junto à Anvisa ainda não foi finalizado. Entretanto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que está em “diálogo avançado” com a MSD para fabricar o remédio no Brasil e definir a “melhor forma de acesso à população brasileira”.

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