Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Farinha de mandioca é a vilã que encareceu a cesta básica em São Luís (MA)

Preço do produto subiu 5,29% em julho e cesta ficou 0,30% mais cara na capital maranhense, única alta entre 27 capitais

12/08/2026 10:22
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Cesta básica - Metrópoles

A farinha de mandioca foi o produto que mais subiu de preço em São Luís (MA) em julho e contribuiu para a alta de 0,30% no custo da cesta básica da capital maranhense.

O preço do alimento aumentou 5,29% no mês, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta semana.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Com a alta, a cesta básica de São Luís passou a custar R$ 656,69 em julho, ante R$ 654,73 em junho. A capital foi a única entre as 27 pesquisadas a registrar aumento no mês.

Nas outras 26 cidades, o custo da cesta caiu. Natal teve a maior redução, de 7,95%, seguida por Maceió, com redução de 7,87%, e Belo Horizonte, com menos 7,44%.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Além da farinha de mandioca, outros oito dos 12 produtos pesquisados ficaram mais caros em São Luís no mês.

Confira:

  • Arroz, alta de 2,06%;
  • Banana, alta de 1,63%;
  • Manteiga, alta de 1,42%;
  • Feijão carioca, alta de 1,03%;
  • Açúcar cristal, alta de 0,55%;
  • Pão francês, alta de 0,42%;
  • Óleo de soja, alta de 0,41%;
  • Tomate, alta de 0,28%.

Apenas três produtos tiveram queda de preço na capital maranhense em julho. O café em pó ficou 2,42% mais barato, enquanto a carne bovina de primeira recuou 0,97%. O leite integral caiu 0,66%.

O comportamento do tomate em São Luís também diferiu do registrado nas demais capitais. Na capital maranhense, o preço do produto subiu 0,28% em julho. Nas outras cidades pesquisadas, houve queda, associada ao aumento da oferta nacional.

Apesar da alta mensal, o custo da cesta básica de São Luís acumula queda de 1,18% em 12 meses. No acumulado de 2026, porém, houve aumento de 4,33%.

Entre os produtos pesquisados, o leite integral registra a maior alta no ano, de 15,55%, seguido pelo óleo de soja, com 13,34%, e pelo feijão carioca, com 12,87%. A manteiga é o único item com queda acumulada em 2026, de 1,36%.

O aumento da cesta também elevou o tempo necessário para que um trabalhador que recebe o salário mínimo compre os produtos básicos. Com o piso nacional de R$ 1.621, foram necessárias 89 horas e 8 minutos de trabalho em julho.

Em junho, eram 88 horas e 52 minutos. Ainda considerando o salário mínimo líquido, a cesta básica comprometeu 43,80% da renda do trabalhador na capital.

Em julho, São Paulo teve a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas, com custo de R$ 915,01. Aracaju apresentou o menor valor entre as capitais do Norte e Nordeste, de R$ 594,07.

A pesquisa do Dieese e da Conab considera 12 produtos na cesta básica de São Luís: carne bovina de primeira, leite integral, feijão carioca, arroz, farinha de mandioca, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar cristal, óleo de soja e manteiga.