Família de indigenista desaparecido pede urgência: “Cada minuto conta”

Comunicado divulgado por colegas de Bruno Pereira nesta terça-feira (7/6) afirma que, apesar da angústia, família ainda tem esperança

atualizado 07/06/2022 18:33

indigenista que estava desaparecido Divulgação/Funai

Em nota divulgada por meio de colegas na tarde desta terça-feira (7/6), a família do indigenista Bruno Pereira fez um apelo aos órgãos competentes pedindo urgência nas buscas após ele e o jornalista inglês Dom Phillips desaparecerem na região da Terra Indígena Vale do Javari (AM).

A família do servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) disse que tem esperança, apesar da angústia na espera por notícias, de que tenha sido acidente. A nota foi revelada pelo g1.

“Já são 48 horas de angústia à espera de notícias. Tivemos poucas informações sobre a localização deles, o que tem aumentado este sentimento. Mas também temos muita esperança de que tenha sido algum acidente com o barco e que eles estejam à espera de socorro. Mantemos orações e agradecemos o apoio de familiares e amigos. Contudo, apelamos às autoridades locais, estaduais e nacionais que deem prioridade e urgência na busca pelos desaparecidos”, diz a nota.

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A família fez um apelo para que as buscas sejam mais ágeis: “Pedimos às autoridades rapidez, seriedade e todos os recursos possíveis para essa busca. Cada minuto conta, cada trecho de rio e de mata ainda não percorrido pode ser aquele em que eles aguardam por resgate” .

Também nesta terça, a mulher de Dom Phillips divulgou um vídeo nas redes sociais pedindo para que as autoridades “intensifiquem as buscas” pelo indigenista e o jornalista. Liderada pela Marinha do Brasil, a equipe de buscas recebeu reforços da Polícia Federal (PF) e da Funai.

Indigenista renomado

Na nota, a família também elogiou a dedicação de Bruno à profissão e família. “É um dedicado servidor público federal pela Funai e muito apaixonado e comprometido com seu trabalho. Pai amoroso de duas crianças e uma moça linda. Bruno é filho, marido, irmão e amigo, ele leva essa paixão para sua jornada toda vez que entra na mata com o propósito de ajudar o próximo”.

Bruno é considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. No órgão desde 2010, ele foi coordenador regional em Atalaia do Norte por cinco anos. Em 2019, acabou exonerado do cargo após combater mineração ilegal em Terras Indígenas.

A retirada do servidor da função de chefia ocorreu no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um projeto para liberar garimpos nas reservas.

O indigenista está licenciado da Funai, e atualmente faz parte do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente (Opi).

Entenda o caso

Segundo a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), o jornalista e o indigenista se deslocavam com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que atua próxima ao Lago do Jaburu. O jornalista pretendia realizar algumas entrevistas com os habitantes daquela região.

Segundo os relatos, os dois desapareceram quando faziam o trajeto da comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte. O desaparecimento foi comunicado no domingo (5/6).

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