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Brasil

Fábrica das pastilhas Valda explode no RJ e deixa cinco feridos

Quatro famílias do condomínio vizinho à fábrica foram para hotéis com medo de novo acidente. Condomínio teve 20 apartamentos afetados

08/09/2021 09:55, atualizado 08/09/2021 11:40
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Reprodução / TV Globo
Fábrica das pastilhas Valda explode no RJ e deixa cinco feridos

Rio de Janeiro – Moradores dos imóveis vizinhos à fábrica das pastilhas Valda, que explodiu na tarde deste terça-feira (7/9) no Rio de Janeiro, contabilizam os prejuízos causados pelo acidente. No condomínio vizinho à empresa, com sede na Gardênia Azul, na zona oeste, pelo menos 20 apartamentos foram afetados pela explosão, que deixou pelo menos cinco pessoas feridas sem gravidade.

Peritos e técnicos da Defesa Civil Municipal vistoriaram o local e acreditam que a explosão tenha ocorrido na caldeira da fábrica. O estrondo gerou um impacto tão forte que derrubou o muro do condomínio e arrancou janelas e esquadrias dos apartamentos. 

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Em um deles, uma pedra, do tamanho de um paralelepípedo, invadiu o imóvel e parou num banheiro. A técnica de enfermagem Kelly Couto, moradora do condomínio, afirmou que o barulho a fez pensar que algo tinha atingido o prédio.

“A gente pensou que era um avião caindo, porque foi muito forte. Eu desci descalça e de pijama”, disse ao G1.

Para a manicure Beatriz Sá Andrade, “parecia a porta do inferno se abrindo”. “Eu me levantei com o susto e fui jogada. Eu vi tudo branco, tinha muita poeira e muito caco de vidro. Cheguei a cortar as pernas”, detalhou.

Famílias estão em hotéis

Quatro famílias do condomínio afetado pela explosão decidiram passar a noite em hotéis. Os moradores ficaram com medo e não esperaram a promessa dos técnicos da Prefeitura do Rio, que disseram, no local, que não há risco estrutural no imóvel e o condomínio não tem chance de desabar.

Em nota, a Defesa Civil municipal disse que “o deslocamento de ar causou alguns danos (como janelas, grades e eletrodomésticos quebrados) em cerca de 20 apartamentos do bloco 2 do Condomínio Cores da Mata, que fica ao lado da fábrica, mas sem causar comprometimento estrutural”.

O órgão informou ainda que “não foram feitas interdições no condomínio e os apartamentos já foram liberados para os moradores”. O setor de caldeira da fábrica foi interditado.

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