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Brasil

Extra em São Paulo vende carnes e frios vencidos, diz ex-funcionário

De acordo com denúncia, Extra Cambuci, na capital de São Pulo, muda embalagens de carnes, frios e embutidos vencidos e coloca à venda

08/12/2021 09:46, atualizado 08/12/2021 15:04
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Denuncia de carne vencida no extra

São Paulo – De acordo com relato de um ex-funcionário do Extra, a unidade Cambuci, localizada na capital de São Paulo, troca a embalagem de carnes, frios e embutidos vencidos e coloca os produtos à venda novamente.

A denúncia foi feita ao G1 e confirmada ao Metrópoles pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). De acordo com o órgão, as irregularidades foram constatadas em 17/8.

Nessa data, a ouvidoria municipal recebeu uma denúncia, o que resultou em uma inspeção. Após a prática irregular ser identificada, foi registrado um auto de infração e o supermercado foi parcialmente interditado.

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As irregularidades foram constatadas pela prefeitura de São Paulo em 17/8
Extra Cambuci chegou a ser parcialmente interditado por vender carnes vencidas
Unidade Extra Cambuci, na capital de São Paulo
De acordo com denúncia, Extra Cambuci, na capital de São Pulo, muda embalagens de carnes, frios e embutidos vencidos e coloca à venda
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De acordo com denúncia, Extra Cambuci, na capital de São Pulo, muda embalagens de carnes, frios e embutidos vencidos e coloca à venda

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As irregularidades foram constatadas pela prefeitura de São Paulo em 17/8
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As irregularidades foram constatadas pela prefeitura de São Paulo em 17/8

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Extra Cambuci chegou a ser parcialmente interditado por vender carnes vencidas
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Extra Cambuci chegou a ser parcialmente interditado por vender carnes vencidas

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Unidade Extra Cambuci, na capital de São Paulo
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Unidade Extra Cambuci, na capital de São Paulo

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Um processo administrativo sanitário para acompanhamento também foi aberto, e o Extra Cambuci é acompanhado pela Unidade de Vigilância em Saúde (Uvis) Sé desde então.

No entanto, em 27/9, uma nova vistoria constatou que as irregularidades haviam sido corrigidas, e o local foi desinterditado. Porém, o estabelecimento segue em monitoramento pela equipe de vigilância local. Outras inspeções foram realizadas em 15/10 e nessa terça-feira (7/12).

Denúncia

O fatiador de frios Wellington Pereira da Silva, 34 anos, no entanto, diz que a prática segue em andamento. Ao G1, ele afirmou que foi demitido em outubro, pois não concordava com o ato ilegal de vender carnes vencidas.

Outros profissionais do supermercado, que não quiseram se identificar, também disseram à reportagem que a atividade irregular segue em andamento.

Wellington relatou que fez uma denúncia para a Vigilância Sanitária. Mas que, segundo ele, quando o órgão esteve no Extra Cambuci para fiscalização, a supervisora levou para o lixo produtos vencidos enquanto agentes conversavam com a gerente e a chefe de recursos humanos.

Após a saída dos agentes, os alimentos vencidos foram retirados do lixo e voltaram para as prateleiras, de acordo com o fatiador de frios.

Investigação

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou ao Metrópoles que policiais civis da 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Sobre Infrações Contra Saúde Pública fizeram diligências no local e não encontraram, a princípio, irregularidades.
O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) instaurou ainda inquérito policial para investigar a denúncia.
O órgão estadual de defesa dos diretos do consumidor Procon-SP disse ao Metrópoles que também irá apurar o caso.

Apuração interna

A rede Extra afirmou ao Metrópoles que assim que tomou conhecimento dos vídeos que mostram a prática irregular de mudar a embalagem de carnes vencidas iniciou imediatamente uma apuração interna, e o gerente da loja foi demitido.

Ainda, segundo a empresa, uma averiguação segue em andamento. A rede disse que reforçou com os funcionários do supermercado as orientações para que a prática irregular não ocorra novamente.

“O Mercado Extra proíbe categoricamente qualquer ato que contrarie as normas e procedimentos relativos à qualidade e segurança alimentar, mantendo um rígido processo de controle alinhado ao que determina os órgãos competentes”, disse a companhia em nota.

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