Expert em tiro e olavista são nomeados para área de Combate à Tortura

Presidente Jair Bolsonaro assina as nomeações. Valdir Campoi Junior é expert em tiro e Eduardo de Melo é aluno de Olavo de Carvalho

atualizado 23/02/2021 9:29

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou, na segunda-feira (22/2), dois militares para o quadro de funcionários do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT), ligado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Um dos nomeados é Valdir Campoi Junior, oficial da reserva do Exército Brasileiro. Ele atua na secretaria-geral da presidência da República e tem certificação de instrutor de armamento e tiro, credenciado pela Polícia Federal (PF).

Campoi atuava no gabinete de Segurança Institucional. Em julho de 2020, porém, foi remanejado para a secretaria-geral da Presidência a fim de atuar diretamente na flexibilização do porte e da posse de armas no Brasil, uma das maiores promessas de campanha de Bolsonaro.

Outro nomeado para o CNPCT é Eduardo Miranda Freire de Melo, que também é militar. Melo é intendente da Marinha, atua no MDH e é ligado a grupos de apoiadores de Olavo de Carvalho.

Anteriormente, ele exerceu o cargo de secretário-adjunto do Ministério da Educação, durante a gestão de Ricardo Vélez. No entanto, foi exonerado do cargo em março de 2019.

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O Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura é composto por 23 integrantes. Os participantes são nomeados do governo e membros de organizações da sociedade civil. Além de Melo e Campo, Bolsonaro nomeou outros cinco representantes do Executivo para a área.

A reportagem procurou o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos para entender as razões pelas quais os militares foram indicados ao comitê de combate à tortura, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

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