Exército quer permanecer no RJ até o fim do primeiro semestre de 2019

Decreto de intervenção no estado fluminense expira no dia 31 de dezembro, quando acaba o mandato de Michel Temer

atualizado 27/09/2018 11:12

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

O comandante militar do Leste e interventor na área de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, entregou ao presidente Michel Temer um exemplar do Plano de Preparação da Transição. No documento, sugere que o prazo de desmobilização total do gabinete de intervenção se encerre em 30 de junho de 2019, incluindo o fim da transferência patrimonial dos bens. Para ele, qualquer antecipação traria “perdas” à iniciativa.

O decreto de intervenção no estado fluminense expira no dia 31 de dezembro, quando acaba o mandato de Temer e se encerram todas as atividades de operações comandadas pelo general Braga Netto. O presidente, no entanto, tem anunciado em entrevistas nos últimos dia que, dependendo de quem for o seu sucessor, pretende antecipar ou suspender o fim da intervenção federal no Rio, para permitir a votação da proposta de emenda constitucional responsável por estabelecer a reforma da Previdência.

“Se for antecipar, teremos perdas”, afirmou o general, ao explicar que este é o momento da entrega de resultados e de concluir a formação das bases da segurança pública. E vários projetos estão em andamento. “Estamos arrumando a casa, fazendo ações estruturantes e este trabalho é intangível”, comentou, lembrando que o planejamento foi todo feito prevendo etapas com datas e prazos a serem cumpridos, incluindo a hora de aquisição e entrega de equipamentos.

Pelo plano atual, em 5 de novembro, uma semana depois do resultado do segundo turno das eleições, é que se deve ter o “início da transição da gestão na área de segurança”. Em um encontro do general Braga com o sucessor do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), ele vai entregar o que o gabinete estará deixando de legado, com pelo menos 60 metas. Ainda assim, até o fim do ano, continuarão a ocorrer “ações emergenciais e estruturantes planejadas, visando à diminuição da criminalidade”.

O gabinete comandado por Braga Netto ainda vai deixar um projeto orientando os planejamentos e a execução de atividades, de forma a “evitar a descontinuidade das ações e de execução orçamentária, adotadas no período da intervenção federal”. Vai também “definir responsabilidades pela supervisão, coordenação e condução das atividades” a serem realizadas pelas secretarias do estado sob intervenção.

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