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Estatais têm déficit de R$ 4,9 bilhões em janeiro, diz Banco Central

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (27/2) pelo Banco Central no relatório “Estatísticas Fiscais”

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1 de 1 Fachada-do-edificio-sede-do-Banco-Central-do-Brasil-em-Brasilia-Metropoles-5-600×400-1 - Foto: Reprodução

As empresas estatais, incluindo as federais, chegaram a janeiro deste ano com um déficit de R$ 4,869 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27/2).

Os dados fazem parte do relatório Estatísticas Fiscais, elaborado pela autoridade monetária.

Dos 4,9 bilhões de déficit nas estatais, R$ 3,33 bilhões são das federais. As estaduais respondem por R$ 1,56 bilhão e as municipais, R$ 17 milhões. O resultado das federais exclui as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras.

Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas, superávit é quando acontece o contrário.

O déficit das estatais é verificado no momento em que os Correios trabalham em uma solução para a grave crise financeira. No fim de dezembro, a estatal publicou no Diário Oficial da União (DOU) um orçamento com projeção de R$ 17,7 bilhões em receitas correntes, valor R$ 6,3 bilhões menor do que o previsto em 2025, quando a expectativa era de receita de R$ 24 bilhões.

Diante deste cenário, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nessa quinta-feira (26/2) uma resolução que altera os limites para contratação de operações de crédito por órgãos e entidades do setor público em 2026 e cria um sublimite específico de até R$ 8 bilhões, com garantia da União, para os Correios.

A empresa também aprovou no fim de janeiro deste ano, a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões. A estatal tem um plano de reestruturação em curso que também prevê demissões, além de leilões de imóveis para arrecadar fundos.

Setor público

O relatório do Banco Central também revelou que o setor público consolidado do Brasil teve superávit primário (o saldo entre receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 103,7 bilhões em janeiro de 2026. A dívida bruta do país atingiu 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo patamar verificado no mês passado.

O resultado do primeiro mês deste ano é inferior ao registrado em janeiro de 2025, quando o superávit foi de R$ 104,1 bilhões.

Em janeiro de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) e os governos regionais apresentaram superávits de R$ 87,3 bilhões e R$ 21,3 bilhões, respectivamente. O déficit partiu das empresas estatais, na ordem de R$ 4,9 bilhões.

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