Estado de São Paulo tem 123 escolas ocupadas por alunos
A PGE informou que faz o monitoramento das ocupações e que, no momento, há um movimento de desocupação voluntária das unidades escolares

Na véspera de completar uma semana da revogação da medida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), 123 escolas continuavam ocupadas por estudantes, nesta quinta-feira (10/12), no Estado de São Paulo, em protesto contra a reorganização escolar. De acordo com a Secretaria da Educação, 40 escolas estavam em poder de alunos no interior, 24 na Grande São Paulo e 59 na capital. A Secretaria aguardava ações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para acelerar o processo de desocupação dos prédios.

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Ver todasEm Marília, no centro-oeste, cerca de 100 alunos permaneciam na Escola Professora Sylvia Ribeiro de Oliveira. À noite, haveria uma assembleia para discutir a possível saída. Duas escolas continuavam ocupadas em Ourinhos, sudoeste paulista. Na mesma região, estudantes ocupam duas escolas em Assis e uma em Cândido Mota. A Diretoria Regional de Ensino informou que os estudantes estão na iminência de deixar os prédios.
Os estudantes decidiram manter ocupadas também as escolas Professor Jethro Vaz de Toledo e Professor Antonio de Mello Cotrim, em Piracicaba. Havia a possibilidade de desocupação do prédio da Pedro Moraes Cavalcanti, mas os alunos decidiram discutir pautas específicas antes de encerrar a ocupação.
A PGE informou que faz o monitoramento das ocupações e que, no momento, há um movimento de desocupação voluntária das unidades escolares. Se houver necessidade, a Procuradoria vai insistir junto à Justiça para que seja providenciada a reintegração de posse dos prédios ainda ocupados.
Na sexta-feira passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a suspensão do processo de reorganização escolar, que implicaria no fechamento de 93 escolas em 2016, alegando ter ouvido a mensagem dos estudantes. Na ocasião, cerca de 200 escolas estavam ocupadas em todo o Estado.
A medida foi publicada no dia seguinte, no Diário Oficial do Estado, porém, lideranças estudantis decidiram manter os protestos manifestando desconfiança em relação ao governo ou apresentando novas pautas.


