São Paulo – A equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá no início da noite desta segunda-feira (10/10) para discutir como “incorporar forças políticas” que se juntaram aos petistas no segundo turno e como refletir isso na identidade visual da campanha.
A reunião deve ocorrer no Hotel Gran Mercure, na zona sul da capital paulista, mesmo local onde Lula promoveu encontro com novos apoios políticos, entre eles Aloysio Nunes (PSDB), e representantes de outros setores, como o economista Samuel Pessoa e a socióloga e banqueira Neca Setúbal.
“Nós temos a incorporação de pontos no programa de governo e temos incorporação de outras forças políticas. Óbvio que a identidade da campanha tem que retratar essas novas forças políticas e esses novos aspectos”, disse Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade).
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Luiz Inácio Lula da Silva, nascido em 1945, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro. Natural de Caetés, no Pernambuco, foi o 35º presidente do Brasil
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De origem simples, Lula se mudou para São Paulo com a família quando ainda era criança. Na infância, trabalhou como vendedor de frutas e engraxate
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Mais tarde, tornou-se auxiliar de escritório, foi aluno do curso de tornearia mecânica no Senai e, tempos depois, passou a trabalhar em uma siderúrgica que produzia parafusos, onde perdeu o dedo mínimo da mão esquerda
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Em 1966, Lula começou a trabalhar em uma empresa metalúrgica. Em 1968, filiou-se ao Sindicado de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e, em 1969, foi eleito para a diretoria do sindicato da categoria
Fábio Vieira/Metrópoles
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Durante a ditadura militar, liderou a greve dos metalúrgicos e foi preso, cassado e processado com base na lei vigente à época. Foi justamente nesse período que a ideia de fundar o Partido dos Trabalhadores surgiu
Ricardo Stuckert
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Para formar a sigla, juntou representantes de movimento sindicais, sociais, católicos e intelectuais. Lula se tornou o primeiro presidente do PT. Durante a redemocratização, foi um dos principais nomes do Diretas Já, e no mesmo período, iniciou a carreira política
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Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 1989, concorreu pela primeira vez para presidente. Perdeu para Fernando Collor. Lula disputou o Palácio do Planalto outras duas vezes até ser eleito, em 2002
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Cumprindo o primeiro mandato, foi reeleito em 2006, após disputa com Geraldo Alckmin, e permaneceu como presidente até 31 de dezembro de 2010
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Durante o período em que foi chefe de Estado, ficou conhecido pelos programas sociais Fome Zero e Bolsa Família, pelos planos de combate à pobreza e pelas reformas econômicas que aumentaram o PIB brasileiro. No exterior, Lula foi considerado um dos políticos mais populares do Brasil e um dos presidentes mais respeitados do mundo
Fábio Vieira/Metrópoles
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Após passar a faixa presidencial para Dilma Rousseff, Lula começou a realizar palestras nacionais e internacionais. Em 2016, foi nomeado por Dilma para comandar a Casa Civil, mas foi impedido de exercer a função pelo STF
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Em 2017, Lula foi condenado pelo então juiz Sergio Moro por lavagem de dinheiro e corrupção, resultado da Operação que ficou conhecida como Lava Jato. A sentença levou Lula à prisão até 2019, quando ele foi solto após o STF decidir que ele só deveria cumprir pena depois do trânsito em julgado da sentença
Fábio Vieira/Metrópoles
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Em 2021, o Supremo declarou que Sergio Moro foi parcial nos julgamentos e, consequentemente, todos os atos processuais foram anulados. Lula tornou-se elegível outra vez e, tempos depois, confirmou a intenção de se candidatar novamente ao Planalto
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O senador, que atua como um dos coordenadores da campanha de Lula à Presidência da República, afirmou que a prioridade dos petistas e dos aliados é pensar uma “estratégia de ampliação do potencial eleitoral para o segundo turno”.
“Não significa que eles vão usar uma estrelinha vermelha, que eles vão usar uma camisa vermelha. Significa que eles sabem que entre as duas opções colocadas, como propriamente disse a senadora Simone, uma é a defesa da democracia e do pacto civilizatório, e a outra é a ruptura do pacto civilizatório já na campanha.”