Entenda como foi a queda que matou criança em toboágua de Caldas Novas

Garoto de 8 anos não conseguia ver, no momento da descida, que a estrutura do brinquedo estava desmontada. Não havia bloqueio na escada

atualizado 15/02/2022 12:47

criança queda toboágua caldas novas (8)Polícia Científica

Goiânia – O estudante Davi Lucas de Miranda, de 8 anos, caiu de uma altura de 13,8 metros e, durante a queda, bateu em uma estrutura de madeira e em outra de ferro. Por fim, atingiu o chão de chapisco e rolou para a piscina, que estava com 70 cm de profundidade de água.

Esse foi o percurso do garoto que morreu após acidente no DiRoma Acqua Park, em Caldas Novas (GO), no domingo (13/2), segundo a Polícia Científica de Goiás. Houve uma perícia no local na manhã de segunda (14/2).

Publicidade do parceiro Metrópoles
0

A queda ocorreu em uma atração do parque aquático conhecida como Vulcão, composta por quatro toboáguas do tipo tubo. Três toboáguas estavam desmontados para manutenção, com estrutura erguida apenas em determinados trechos do trajeto.

Diante desse contexto, o brinquedo deveria estar completamente interditado. Na data do acidente, porém, só parte da interdição era feita de forma eficaz, com tapumes de madeira. O restante do bloqueio trazia apenas fitas zebradas.

“O pátio para acessar esse brinquedo tem cerca de 7 metros de comprimento. A lateral estava tapada por tapume e a outra parte, isolada só por fita zebrada”, explicou ao Metrópoles a chefe do núcleo de Polícia Científica de Caldas Novas, Kathia Mendes Magalhães.

Queda livre

Além disso, a escada de acesso ao topo da atração estava livre e apenas um dos toboáguas possuía um bloqueio físico que impedia a entrada nele, segundo a perícia. Lucas Davi desceu pelo toboágua da cor azul, um dos que estava desmontado.

“Quando a criança entrou, não tinha a visão toda do toboágua. A entrada é reta, então você não enxerga para baixo. Quando ele desceu, caiu como se fosse queda livre”, afirmou Kathia Mendes, que também é perita.

Antes de cair no chão, Davi Lucas bateu em uma ripa de madeira, de uma espécie de andaime da manutenção, e em uma estrutura metálica do próprio toboágua. A criança então atingiu o chão, no que seria a base do Vulcão, feito de uma estrutura de chapisco.

Logo depois, rolou para a piscina, coberta com apenas 70 centímetros de profundidade de água, já que o local estava interditado.

Fraturas

O garoto foi resgatado de dentro da piscina e levado para um hospital de Caldas Novas. Ele chegou a ser encaminhado para uma UTI aérea, mas no caminho sofreu uma parada cardíaca.

A equipe médica decidiu então voltar para o hospital, mas, logo que chegou, o garoto teve uma nova parada e morreu.

O exame realizado no corpo ainda não está pronto, mas o médico legista adiantou que ocorreu fratura do fêmur, bacia, base do crânio e muita hemorragia interna. Não havia água no pulmão, que é sinal de afogamento.

Profunda solidariedade

Em nota, o Grupo Di Roma, responsável pelo parque, lamentou e prestou profunda solidariedade à família da criança que morreu.

O grupo afirmou que a área em que ocorreu o acidente estava completamente fechada com tapume e sinalizada para reformas e melhorias. Todo o complexo é vistoriado com rigor pelo Corpo de Bombeiros e possui todos os alvarás e licenças necessários, segundo a nota.

“Em cinquenta anos de história e tradição, nunca o Grupo Di Roma sofreu uma tragédia dessa magnitude.(…). Estamos consternados, colaborando com as autoridades, oferecendo total suporte à família nesse momento de luto”, escreveu o Grupo Di Roma na nota.

Mais lidas
Últimas notícias