Endividamento das famílias chegou a 49,9% em agosto, segundo BC
Dados sobre endividamento das famílias foram divulgados nesta terça-feira (29/9) pelo Banco Central

O endividamento das famílias alcançou 49,9% em agosto, conforme o relatório Estatísticas Monetárias e de Crédito, do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira (29/9).
O documento aponta que, em agosto, o índice aumentou 0,2 p.p. no mês e de 1,1 p.p. em 12 meses. Já o comprometimento de renda ficou estável em relação a julho, e aumentou 1,4 p.p. em 12 meses, situando-se em 28,7%.
O crescimento do endividamento ocorre mesmo após o lançamento do programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0, do início de maio. A iniciativa tem o intuito de facilitar a renegociação de dívidas e reduzir o volume de contas a pagar da população.

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Ver todasOs dados do relatório do BC revelam ainda que, em agosto, a inadimplência referente à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 5%. O resultado representa um aumento de 0,1 p.p. no mês e elevação de 0,9 p.p. em 12 meses, sendo o maior da série histórica desde março de 2011.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO aumento de 0,1 p.p. na inadimplência no índice geral no mês foi resultado de elevações de 0,2 p.p. na inadimplência de pessoas físicas. Os respectivos índices foram de:
- Pessoas jurídicas: 3,3%;
- Pessoas físicas: 6%.
Em relação ao crédito com recursos livres, que são negociações de empréstimos e financiamentos cujas taxas são tratadas diretamente entre bancos e clientes, a taxa de inadimplência teve alta de 0,2 p.p e chegou a 6,6%.
Desenrola ainda não teve efeito na inadimplência
Lançado em maio, o programa de renegociação de dívidas do governo ainda não teve efeitos reais na inadimplência da população. De acordo com o BC, o nível de endividamento da população não para de crescer, mesmo com o programa vigente.
Na semana passada, o governo anunciou uma nova modalidade da medida, com a aquisição de pequenas dívidas com atraso entre 2 a 4,5 anos de até R$ 10 mil. A estimativa da nova medida é de R$ 15 bilhões.
Além disso, o governo também prorrogou o Desenrola Adimplentes, que prevê a renegociação de dívidas que não estão em atraso, mas que tem juros elevados.
A autoridade monetária, no entanto, continua preocupada com o nível de endividamento e afirmou que está elaborando medidas estruturais para conter o avanço e mitigar o que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, chamou de crédito predatório.



