Lula e Trump não devem se encontrar no G7, diz ministro

Os dois presidentes participam da cúpula de líderes do Grupo dos 7, que acontece em Paris, na França

atualizado

metropoles.com

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Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
1 de 1 Lula e Trump em encontro na Casa Branca - Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump na Cúpula de Líderes do G7 não deve ocorrer, de acordo com um ministro do petista. O evento acontece entre os dias 15 e 17 de junho na França e, embora a possibilidade de uma reunião permeie a visita de Lula ao evento, ainda não há nada marcado entre os dois líderes.

Questionado pela imprensa nesta quarta-feira (10/6), o ministro Marcio Rosa Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que é “pouco provável” que ocorra um encontro bilateral entre os dois presidentes.

Também questionado pela imprensa sobre um eventual encontro, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, aventou a possibilidade de uma conversa entre os dois.

“Não tem reunião marcada. O presidente não ligou para marcar. Mas pode acontecer lá, porque o G7 é pequeno, como aconteceu na Ásia no ano passado, mas não tem nada agendado”, afirmou Sidônio.

Embora não tenha uma reunião bilateral marcada, a possibilidade de conversas “informais” não é descartada, como ocorreu durante a Assembleia Geral da ONU em 2025, quando Lula e Trump se esbarraram nos bastidores do evento.

Na próxima semana, os dois líderes estarão presentes na Cúpula do G7, que acontece na França. Embora não seja um membro efetivo do grupo, o Brasil é tradicionalmente convidado para participar do encontro e se juntar a reuniões abertas a outros países.

Novo encontro entre Lula e Trump

Uma nova reunião entre Lula e Trump vinha sendo ventilada nas últimas semanas depois que os Estados Unidos anunciou sérias medidas contra o Brasil. O encontro poderia ser uma oportunidade para discutir as medidas e até mesmo busca reverter as tarifas que o país sugeriu a produtos brasileiros.

Os dois líderes se reuniram no início do mês de maio na Casa Branca. O encontro, contudo, ocorreu antes das decisões norte-americanas. Entre os anúncios, o Departamento de Estado do país declarou duas organizações criminosas brasileiras como terroristas, e o escritório de comércio sugeriu que novas tarifas fossem aplicadas a produtos brasileiros.

Interlocutores que conduzem a política externa do presidente, contudo, avaliam a possibilidade com cautela. Para membros do Palácio do Planalto consultados sob reserva, um encontro entre os dois líderes poderia ser articulado com a possibilidade de avançar em temas para além do que foi discutido em maio.

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