Empresário que esculachou PM tem joalheria com capital de R$ 20 mil

Ivan Storel humilhou o policial ao dizer que era "um merda que ganha R$ 1 mil", "um lixo", enquanto ele ganha R$ 300 mil por mês

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atualizado 31/05/2020 19:52

O empresário que humilhou um policial militar com berros como “você é um merda, um lixo, que ganha R$ 1 mil por mês” na sexta-feira (29/05), em Alphaville, área luxuosa de São Paulo, Ivan Storel, é proprietário de uma empresa de compra e venda de joias, localizada no coração da capital paulista, a região da Sé. A área é a mais movimentada do centro paulistano, com comércio vibrante.

Apesar de se gabar de ganhar “R$ 300 mil por mês”, sinalizando o alto faturamento de sua empresa, ativa desde novembro de 2013, o capital social declarado da joalheria é de apenas R$ 20 mil. No registro, Storel é classificado como empresário individual.

Storel, de 49 anos, foi filmado enquanto insultava com uma série de palavrões e xingamentos um policial militar que fora averiguar um chamado de violência doméstica. O empresário teria agredido a esposa, logo antes da chegada da equipe da PM.

No vídeo, o empresário humilha o policial: “Você é um bosta. É um merda de um PM que ganha R$ 1 mil por mês, eu ganho R$ 300 mil por mês. Quero que você se foda, seu lixo do caralho. Você não me conhece. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano”, disse Storel ao agente de segurança.

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Entenda

Ivan Storel foi flagrado em vídeo ofendendo e ameaçando o policial na porta de sua residência em Alphaville, um dos bairros mais nobres de São Paulo.

De acordo com a PM, a própria esposa do empresário acionou a corporação após uma briga entre o casal.

“Não pisa na minha calçada, não pisa na minha rua. Eu vou te chutar na cara, filho da puta”, berrava o empresário.

O PM solicitou reforço ao Comando de Grupo Patrulha, que, ao chegar no condomínio, prendeu Storel. Ele foi conduzido para a Delegacia de Defesa da Mulher.

No local, o caso foi registrado como desacato, desobediência, ameaça, injúria e violência doméstica. O empresário foi liberado para voltar para casa.

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