Empresário que ameaçou Lula em vídeo é localizado e presta depoimento

No vídeo, José Sabatini é filmado atirando, xingando Lula e o ameaçando. Justiça mandou tirar imagens das redes sociais

atualizado 17/06/2021 18:11

José Sabatini, empresário que ameaçou Lula em vídeoReprodução

São Paulo – Policiais do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo localizaram, nesta quarta-feira (17/3) o empresário José Sabatini, que aceitou prestar depoimento na capital paulista. Ele gravou vídeo ameaçando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estava sendo procurado pelos agentes.

Sabatini estava na cidade de Artur Nogueira, a 121 km da capital, na região de Campinas.

No vídeo, Sabatini é filmado atirando em um jardim, xinga Lula, o ameaça e diz que vai “derramar o próprio sangue para o Brasil não virar uma Venezuela”: “Se você não devolver os R$ 84 bilhões que você roubou do fundo de pensão dos trabalhador (sic), você vai ter probrema (sic), hein, cara […]”, ele fala apontando a mão para o revólver.

O teor do depoimento não foi divulgado. Ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil do Estado de São Paulo instaurou inquérito para apurar os fatos. “As investigações prosseguem e demandam sigilo. Mais informações serão divulgadas oportunamente”, completa a nota.

Na terça-feira, a Justiça proibiu que Sabatini continuasse a divulgar o vídeo. Na decisão, o juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7ª Vara Cível de São Bernardo do Campo (SP), destaca que o empresário abusou do direito da liberdade de expressão.

Ele também determinou multa diária de R$ 1 mil, até o limite de R$ 100 mil, enquanto o vídeo permanecer no ar no perfil do empresário no YouTube.

Os advogados do ex-presidente Lula pediram a prisão preventiva de Sabatini e apreensão da arma de fogo que estejam na posse do autor do vídeo.

Lula elegível

No último dia 8, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todos os processos que envolvem Lula, no âmbito da força-tarefa em Curitiba. Essa medida torna o petista elegível para eleições em 2022, segundo a Lei da Ficha Limpa.

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