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O Rio de Janeiro recebeu hoje (5/11) o primeiro voo low cost [de baixo custo] vindo de Santiago, no Chile, pela companhia chilena Sky Airline, que passará a operar, a partir desta segunda-feira, seis voos semanais no Aeroporto Internacional Galeão/Antonio Carlos Jobim, na zona norte da cidade, durante toda a temporada de verão até março de 2019.

Do Chile, os aviões do modelo Airbus A320 Neo, com capacidade para 186 passageiros, saem do Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, na região metropolitana de Santiago. Amanhã será inaugurado o voo para Florianópolis e no dia 3 de dezembro, para São Paulo, ligando essas cidades a Santiago.

O presidente da empresa, Holger Paulmann, informou que as tarifas para o Rio e São Paulo partem do equivalente a US$ 50,00 por trecho. “Mas vamos buscar, com o tempo, a forma de poder seguir baixando o preço”, disse, acrescentando que para Florianópolis, como é o trajeto é mais curto, o valor partirá de US$ 39 cada trecho.

Entre as características da empresa aérea de baixo custo estão o espaço menor para bagagens de mão e entre as poltronas, além da não oferta de refeição.

Segundo o CEO da Sky Airline, a empresa pensa em uma primeira etapa tentar expandir o número de voos para o Brasil e, no próximo passo, definir outros destinos para aumentar a conectividade no Brasil.

“Nosso avião, não creio que chegue até o Recife, mas poderia chegar a Salvador, a Porto Alegre e vários outros destinos. Em Florianópolis vamos avaliar se pode ser por todo o ano ou somente na temporada de verão”, informou, destacando que em termos de base tem em seus planos montar uma no Peru para ser utilizada como hub [centro de conexões de voos] da empresa.

Outros destinos
De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, a operação com a companhia de low cost é resultado de uma série de medidas que foram tomadas pelo Ministério com a Secretaria Nacional de Aviação e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para uniformizar a regra aqui no Brasil já utilizada em outros países. Entre elas, o custo de bagagem cobrada em separado ao passageiro. Antes, estava embutido na tarifa.

“Isso demonstra que essa ação do Ministério dos Transportes está correta para aumentar a concorrência. Com esse aumento de concorrência, essas empresas, que já fazem esses trechos, vão também reduzir os seus custos e melhorar o preço para todos os usuários de transporte aéreo”, apontou Casimiro.