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Eleição 2026

Embate de Renan e Lira pelo Senado em AL pode embaralhar com 3ª via

Primeira-dama de Maceió (AL) e relator da CPMI do INSS são alternativas que podem deixar a disputa mais acirrada na oposição

atualizado

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A aguardada disputa polarizada em Alagoas pelo Senado entre o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado Arthur Lira (PP), rivais no estado, pode ganhar novos contornos e tumultuar a corrida eleitoral no estado. A possível entrada de dois nomes na disputa pode deixar o pleito mais acirrada no campo da oposição, ao qual Lira faz parte.

Neste início de ano, o nome da primeira-dama de Maceió, Marina Candia, passou a ser cotado para concorrer. Além dela, corre por fora o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil), que ganhou projeção depois de se tornar o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Ambos são da oposição em Alagoas, governada por Paulo Dantas (MDB), aliado da família Calheiros.

Renan e Lira são nomes fortes na política nacional e regional, além de serem as duas principais lideranças em Alagoas. Em 2026, os dois devem disputar pela primeira vez o mesmo cargo eletivo. Enquanto o senador, que já presidiu o Senado quatro vezes, vai tentar um quinto mandato, o deputado, que comandou a Câmara por quatro anos, vai em busca de uma nova fase política na Casa Alta.

Nas pesquisas eleitorais, Renan Calheiros lidera em todos os cenários, enquanto Lira empata com Gaspar, com a alternância entre os dois no segundo lugar, a depender do instituto. Nos últimos levantamentos, passou a despontar bem pontuado o nome de Marina Candia, atrelado a liderança do seu companheiro, o prefeito de Maceió (AL), João Henrique Caldas (PL), conhecido como JHC.

Na esteira da possível candidatura, ela mudou seu nome nas redes sociais para Marina JHC.

Riscos maiores a Lira do que a Renan

Uma eventual candidatura da primeira-dama de Maceió ao Senado seria mais ameaçadora a Lira do que a Renan, porque ambos estão na oposição e fazem parte do mesmo grupo político no estado, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

JHC é uma das principais lideranças da oposição em um reduto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas eleições de 2024, o prefeito foi o mais votado para o cargo Nordeste, reeleito com 83% dos votos válidos. Maceió foi a única capital do Nordeste que deu mais votos a Bolsonaro do que a Lula em 2022.

Procurada pelo Metrópoles, Marina confirmou a possibilidade de concorrer, mas disse que tudo será alinhado com JHC.

“Estou avaliando a possibilidade de me candidatar ao Senado, mas antecipo que qualquer decisão será resultado de conversas com JHC e seu grupo político”, afirmou.

“De toda forma, fico lisonjeada e recebo com gratidão e responsabilidade o fato de a população de Alagoas lembrar do meu nome para uma posição tão importante. Acredito que essa lembrança esteja relacionada ao ótimo trabalho desempenhado por JHC e à minha atuação em projetos como o Saúde da Gente, Banco da Mulher Empreendedora e o Gigantinhos, que reforçam o meu compromisso de poder fazer mais pelas pessoas”, declarou a primeira-dama.

Outro nome que pode embolar os planos de Lira para o Senado é o de Gaspar, que também é da oposição e está na federação do ex-presidente da Câmara: o União Progressistas. Lira é do PP, e Gaspar, do União Brasil.

Procurado, o relator da CPMI do INSS explicou que vai fechar sua posição sobre a candidatura ainda neste mês.

Grupo de Lira minimiza cenário de acirramento

Apesar do cenário se mostrar desafiador, interlocutores de Lira minimizam as possibilidades da disputa entre a oposição em Alagoas ficar acirrada. Sobre a candidatura da primeira-dama de Maceió, falam que existe uma tentativa de “correntes” querendo “criar uma ruptura”.

A avaliação feita é de que, pelo ex-presidente da Câmara e o prefeito de Maceió estarem no mesmo grupo político, a caminhada eleitoral será conjunta e sem divisões.

Renan diz que que aguarda os desdobramentos

Ao Metrópoles, o ex-presidente do Senado disse que o cenário em Alagoas “segue indefinido”, mas que o seu partido, o MDB, já definiu seus candidatos ao governo e ao Senado. “O MDB está unido e aguardando os desdobramentos”, argumentou.

Sobre as possíveis candidaturas ao Senado, Renan afirmou: “Quanto mais candidatos tivermos, mais representatividade para a eleição”.

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