Em reunião com ministros, Lula pede fim da “promiscuidade” na política
Presidente Lula discursou na abertura da reunião ministerial que marca a despedida de cerca de 18 auxiliares
atualizado
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Na abertura da reunião ministerial desta terça-feira (31/3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamou da falta de “seriedade” e pediu a auxiliares que ajudem a mudar a “promiscuidade” que se instalou na política. Na avaliação do petista, a política “piorou muito” e “virou negócio”.
“O que é importante é que vocês estejam convencidos da importância da participação de vocês, e mais do que isso, que estejam convencidos da importância do cargo que estão disputando e que vocês estejam dispostos a entrar na vida parlamentar para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e na brasileira”, disse o presidente.
O encontro, que ocorre no Palácio do Planalto, reúne todos os ministros da Esplanada, incluindo os que vão sair para disputar eleições e seus respectivos sucessores. O objetivo é apresentar o balanço da gestão e marcar a “passagem de bastão” para os novos titulares. Lula confirmou que seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), continuará como companheiro na chapa pela reeleição.
O chefe do Executivo informou que 14 auxiliares confirmaram que vão sair do governo a partir desta terça. Ainda segundo Lula, outros quatro devem anunciar a saída nos próximos dias. “E, depois, quem sabe mais alguns porque até quinta-feira à noite é tempo de me avisar”, ressaltou
De acordo com a legislação, autoridades que pretendem concorrer a um cargo público diferente daqueles que ocupam devem deixar o posto seis meses antes do primeiro turno. O prazo, portanto, se encerra em 4 de abril, próximo sábado.
No governo Lula, integrantes do alto escalão vão disputar vagas na Câmara dos Deputados, Senado e em Executivos locais.
Ao longo do discurso, o presidente também pediu que os novos titulares deem continuidade no trabalho que vem sendo desenvolvido nos ministérios.
“Não tem um novo programa de governo. A máquina está em andamento e ela tem que continuar andando. Nós temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro. É obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina siga funcionando sem nenhuma paralisia”, frisou.
