Em protesto na Saúde, grupos indígenas pedem mais vacinas contra Covid

Manifestação ocorreu na manhã desta terça-feira (20/4), com grupo formado por indígenas de diversas etnias

atualizado 20/04/2021 12:01

Indígenas de diversas etnias proticolam documento no Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Justiça e no da Saúde em defesa da demarcação do território e direitos do povos indígenasRafaela Felicciano/Metrópoles

Em mais um dia de manifestações, lideranças indígenas de diversas etnias caminharam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e pediram demarcação de terras e ações em defesa dos povos originários.

Na manhã desta terça-feira (20/4), o grupo seguiu para a sede do Ministério da Saúde e pediu que a vacinação dos povos indígenas seja agilizada pela pasta.

“Reivindicamos o direito de que os povos indígenas sejam vacinados. Pedimos uma posição firme para o enfrentamento da Covid-19. É o povo que está aqui clamando, fazendo com que haja uma saúde melhor não só para os indígenas, mas para todo Brasil”, afirmou um dos líderes do grupo.

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O Plano Nacional de Imunização inclui indígenas nos grupos prioritários, mas somente aqueles que vivem em aldeias.

De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, 46.820 pessoas de diversas etnias originárias já foram contaminadas pela doença. O último boletim epidemiológico da Sesai também aponta que 640 indígenas já morreram por consequências da Covid-19.

Os manifestantes vieram de estados como Rio Grande do Sul, Pará e Santa Catarina. Desde a última segunda-feira (19/4), data em que se celebra o Dia dos Povos Indígenas, grupos participam de protestos em Brasília.

Eles também criticam o agronegócio e a mineração em terras indígenas e se manifestam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que delega exclusivamente ao Congresso Nacional o dever de demarcação de territórios indígenas e quilombolas, bem como a ratificação de um terreno já aprovado.

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