Em Minas Gerais, Justiça mantém presa “Mãe do Bumbum”

Empresária é acusada de aplicar silicone industrial nos glúteos de clientes, junto com dona de salão conhecida como "Vivi Mãos de Fada"

atualizado 28/12/2019 9:18

Reprodução/Facebook

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o pedido de soltura da empresária de 41 anos conhecida como “Mãe do Bumbum”, presa suspeita de aplicar silicone industrial em mulheres. A decisão foi publicada na última quarta-feira (25/12/2019) pelo desembargador de plantão Sálvio Chaves.

O magistrado argumenta que a situação da mulher “não é exatamente idêntica” à da também empresária e dona do salão conhecida como “Vivi Mãos de Fada”, de 34 anos. A proprietária conseguiu da Justiça habeas corpus na última terça-feira (24/12/2019). As informações são do jornal mineiro O Tempo.

Na decisão, Chaves argumenta também que a “Mãe do Bumbum” era quem adquiria os produtos químicos a serem utilizados nas clientes.

“Inclusive, no momento da prisão em flagrante, ela, de fato, estava realizando o procedimento em uma ‘cliente’, com utilização da produtos médicos, como agulhas, possíveis anestésicos, dentre outros”, anotou o desembargador.

Os procedimentos eram realizados em um salão no bairro Eldorado, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Após a aplicação, a “Mãe do Bumbum” ainda “colava” a pele das clientes com uma superbonder.

As investigações começaram em novembro, depois que vítimas com lesões procuraram a delegacia. A esteticista, que é do Rio de Janeiro, iniciou os trabalhos em Minas Gerais no fim de fevereiro deste ano e cobrava cerca de R$ 4 mil em cada procedimento. Ao menos 60 mulheres foram atendidas.

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