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Brasil

Em meio à crise de Manaus, Bolsonaro vai a clube para festa infantil

Presidente se descolou ao Clube Naval, em Brasília, para festa infantil na tarde deste sábado

16/01/2021 17:25, atualizado 16/01/2021 18:24
Igo Estrela/Metrópoles
Em meio à crise de Manaus, Bolsonaro vai a clube para festa infantil

Em meio à crise de Manaus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou o Palácio da Alvorada na tarde deste sábado (16/1) para participar de uma festa de aniversário infantil no Clube Naval, em Brasília.

O mandatário deixou o Palácio da Alvorada por volta de 15h20. Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República não forneceu detalhes sobre o evento. A única autoridade identificada na festa foi o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente.

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Os cerca de 40 presentes, entre crianças e adultos, não usavam máscaras nem respeitavam o distanciamento social, medidas recomendadas pelas autoridades sanitárias para conter a disseminação da Covid-19.

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Presidente Jair Bolsonaro em festa infantil no Clube Naval, no último sábado (16/1).
Presidente Jair Bolsonaro contestou as informações sobre gastos com alimentos e bebidas do governo federal
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Presidente Jair Bolsonaro contestou as informações sobre gastos com alimentos e bebidas do governo federal

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Oficialmente, o presidente não tinha programação na agenda do fim de semana.

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Crise sanitária no país

Parentes e amigos dos doentes por Covid-19 em Manaus vivem um drama que parece não ter fim, com a escassez de oxigênio e o aumento de casos, que provocaram um verdadeiro colapso no sistema de saúde da capital.

Na quinta-feira (14/1), foram realizadas 254 hospitalizações devido à doença causada pelo SARS-CoV-2 na capital amazonense, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Esse é o maior número registrado em um só dia, desde o início da pandemia do novo coronavírus.

A crise de teria dado indícios ainda em novembro de 2020. Documentos da Secretaria de Saúde do Amazonas mostram que a pasta sabia que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela pandemia.

Nesta semana, durante visita à capital amazonense, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, confirmou que tinha conhecimento do que ocorria nos hospitais naquele momento. “Estamos vivendo crise de oxigênio? Sim”, afirmou em seu discurso.